Convém que se diga que a forma de relatar acontecimentos corresponde aos costumes e às expressões idiomáticas de determinada época.
Portanto, um pouco diferente daquela que Kardec utilizou para abordar o mesmo tema.
Como ele mesmo diz, para nova ciência, há de se considerar novos vocábulos para evitar confusão.
Os fatos bíblicos narrados àquela época, em nada se contradizem com a interpretação que a Doutrina Espírita com suas nomenclaturas e expressões descreve.
Podemos claramente interpretar que a mediunidade exercida por Jesus e seus apóstolos estava presente em suas várias formas, com as características, diversidades e aptidões de cada intermediário (médium).
Mediunidade no Antigo Testamento
Quando Abraão, segundo ele, ouviu de Deus que deveria sair de Ur, na Caldeia e com sua prole dirigir-se à Canaã, a Terra Prometida, recebia a missão, a incumbência de propagar a ideia da existência de um só Deus.
Estava lançada a pedra inicial do monoteísmo para o povo hebreu. “Ora, o Senhor disse a Abraão: sai-te da tua terra, da tua parentela e da casa de teu pai, para a terra que eu te mostrarei. (Gênesis, 12:1).
Como Abraão teria ouvido a “voz de Deus”, senão através da mediunidade?
Nesse particular, importante acrescentar que Elevados Mensageiros se manifestam em nome do próprio Criador como seus emissários.
E assim, temos nos chamados profetas (Emissários Divinos) os grandes médiuns do Antigo Testamento, como Moisés, Elias e Eliseu, Amós, Oséias e Isaias, Jeremias, Ezequiel.
Não nos esqueçamos dos apóstolos, igualmente, médiuns, que acompanharam Jesus na propagação da Boa Nova e, como veremos, receberam do Divino Mestre, os dons da mediunidade.
(Próximo tema: Mediunidade no Antigo Testamento – Parte II)