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Opinião

O Brasil em chamas e secando (a fumaça está no ar)

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Por Engº. Florestal Roberto M. Ferron – Consultor Florestal/Ambiental

O Brasil atravessa uma grave crise climática sem precedentes, altas temperaturas, queimadas na região sudeste, centro oeste e norte, seca severa nas regiões centro oeste e norte.

Depois do diluvio no sul, o Pantanal e rios da Amazonia minguam e chegam aos mais baixos índices de volume d’agua. Grande parte do Brasil virou uma fogueira, com incêndios criminosos ou naturais pelas altas temperaturas que devastam as plantações, pastagens e florestas.

Os prejuízos econômicos e ambientais são enormes, seja na agricultura, pecuária, florestas e fauna.

Muitos perguntam, qual o motivo destas catástrofes? Alguns cientistas dizem que estes eventos severos são cíclicos; outros afirmam que é devido ao aquecimento global pelos gases de efeito estufa (GEE). Desde antes da RIO 92, já se noticiava que estava havendo uma elevação da temperatura média da terra, e que se chegasse próximo de 1,5%, haveria alteração do clima e consequências danosas a flora, fauna e a população da terra.

Segundo os primeiros cientistas, estes ciclos são de centenas ou milhares de anos. Mas, nós seres mortais vivemos um ciclo de 70 a 100 anos. Seja que idade se tem, todos vivenciam momentos nunca vividos aqui no Brasil. O que chamávamos de terra do paraíso, terra abençoada por Deus, pelo momento, muda-se a conotação, já que presenciamos tempestades, tornados, furacões, dilúvios, inundações, secas e queimadas. De fato, vivemos uma situação preocupante e alarmante.

Aqui no RS ainda não recuperamos as perdas pela chuvarada e inundações. Passados três meses, assistimos exatamente o contrário na Amazonia e Pantanal – seca. E consequentemente, as queimadas. Mais poluição no ar pela fumaça (CO2), mais aumento do efeito estufa, mais calor, mais seca, mais doenças, mais mortalidade.

Teremos anos difíceis pela frente, pois estes danos afetam o setor do agronegócio, setor industrial, de prestação de serviços, e como um todo a economia brasileira, e a sustentabilidade.

A biodiversidade de nossos biomas está sendo severamente afetada, e irá levar décadas para se recuperar.

Pelo efeito estufa, um dos culpados se chama “bicho homem”, que gosta de dizer o que os outros tem a fazer, mas não faz o seu próprio dever de casa.

“O Governo Federal anunciou a criação de uma AUTORIDADE CLIMÁTICA para enfrentar tragédia provocadas pelas mudanças nas condições ambientais do Planeta”. O Presidente em visita a Amazonia definiu a “instalação de um Comitê técnico-científico para articular a implementação de ações para enfrentamento dos riscos climáticos extremos”. Mas, como não podia deixar de ser, o atual e a Ministra Marina que é Silva, criticaram o Presidente anterior porque no Plano Nacional anterior “abriu a porteira para deixar o gado passar”.

A verdade é que os grileiros invadem as terras devolutas (floresta nativa) da união, tacam fogo para abrir possibilidade de venda ilegal. Após os compradores conseguem financiamento nos bancos, inclusive os de desenvolvimento do próprio governo para financiar boi e soja, e o IBAMA libera 30% da área para retirada da floresta conforme prescreve a lei. Quando a terra se torna “produtiva”, o MST invade.

E desta forma realmente “se abre a porteira de legalizar uma ilegalidade”, prática comum a décadas.

Interessante é perceber que não se houve um pio das ONGs AMBIENTALISTAS, dos famosos ARTISTAS defensores do meio ambiente, dos GOVERNOS EUROPEUS, como França, Inglaterra e Alemanha. E a nossa grande mídia podre, não teve como segurar as noticiais destas grandes queimadas, porque a fumaça está no ar.

O gado passou e passa a muito tempo, e nunca o Brasil queimou tanto como agora! Serão eles os salvadores da pátria?

OBS: Colaboração do Engº Florestal Marcos L. Kazmierczak, Doutor em Eventos Extremos, KAZ Tech

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