Li, com muita alegria e admiração, a reportagem deste Jornal de 04/09/2024 sobre o Projeto “Ora Leitor, Ora Escritor” do Colégio Medianeira. Envio meus parabéns e meu respeito pelo belíssimo projeto. O Colégio Medianeira é um orgulho para a educação erexinense.
Coincidentemente, deixo aqui um artigo que estava pronto sobre a importância da leitura. Eis o artigo.
Pouco resolve criar novos caminhos, novas teorias, programas, enfim, tudo o que pode e/ou deve melhorar o nível dos jovens na primária questão de desenvolver uma boa interpretação de textos; desenvolver uma razoável escrita se não houver o simples ato de ouvir e ler histórias desde a tenra infância.
Tenho lido e até escrito sobre a importância do contato com livros iniciando com histórias infantis que abre largos caminhos para o sucesso escolar e para a vida. Quem sabe ler e interpretar o que lê é quem terá melhores oportunidades, seja nos estudos ou até para um bom emprego.
Volto a este assunto depois de ler uma entrevista com o neurocientista francês Michel Desmurget, autor do best seller “A Fábrica de Cretinos Digitais”. Atualmente está à frente do Instituto Nacional de Saúde e Pesquisa Médica da França. Sua pesquisa tem mostrado uma queda no desempenho intelectual e o aumento de problemas emocionais entre os mais jovens, provocado pela “onipresença e dependência de telas, games, redes sociais e companhia. O excesso de telas está por trás de uma proliferação de problemas relacionados à linguagem, atenção, memória [...] levando a um declínio na capacidade intelectual de nossos filhos”.
Atualmente o tempo que poderia ser dedicado à leitura em livros, está sendo até criminosamente dedicado integralmente às telas, como diz o neurocientista. E isto vai embotando o cérebro dos pequenos e adolescentes. Assim como a dificuldade tanto das crianças como dos jovens em se comunicar oralmente e/ou por escrito. A leitura em livros acende o pavio do despertar mental que abrange todas as áreas.
Como cita o neurocientista “não é por acaso que os livros e a linguagem tem sido alvos de ditaduras mais implacáveis. Os nazistas queimaram mais de
100 milhões de livros, pois Hitler em seu livro “Minha Luta” retrata a literatura como um veneno para as pessoas. Assim também como no “Admirável Mundo Novo” de Huxley, retrata como seria o mundo sem leitura”.
Recomenda o cientista fazer a leitura compartilhada entre pais e filhos começando entre três e seis meses de vida. E continuar pelo maior tempo possível. É a família a responsável pelo desempenho inicial deste hábito.
O autor cita Humberto Eco “o livro é como a colher, o martelo, a roda ou o cinzel. Depois de inventá-los você não poderá fazer nada melhor”. (Consulta: Revista Veja – abril/2024).