Queria deixar esse texto para enviar dia 15 de outubro, ou seja, Dia do Professor, mas adiantei alguns dias.
Em 1982, cheguei na Escola São Vicente de Paulo. O Bairro era conhecido por Florestinha e tudo era diferente de hoje. Poucas casas e muitos casebres.
A Escola era pequena e havia um pátio sem cerca onde as crianças brincavam no recreio e também nos fins de semana. Havia outros espaços para brincadeiras no bairro, mas hoje estão lotados de casas, lojas, fábricas, etc.
Durante os vinte e cinco anos que permaneci na escola, vi as crianças crescerem e se tornarem pessoas de bem, mas infelizmente também vi outros que escolheram o caminho errado.
Ajudei a traçar as primeiras letras aos que ingressavam na primeira série sem conhecer o lápis e o caderno (não havia maternal e o pré foi implantado mais tarde). Ouvi as primeiras leituras gaguejadas dos que hoje são professores, escritores, jornalistas, empresários, etc. Fui convidada para muitos aniversários, casamentos e outras festas. Tenho orgulho de dizer que em cada canto desse bairro tenho um afilhado ou uma afilhada que amo muito. Nas mensagens que recebo ou em cada abraço trocado no mercado, na farmácia, numa loja ou em qualquer rua de Erechim, sei que tem um pouco do que plantei porque minhas lições eram feitas de exemplos e regadas de muito amor.
Hoje estou colhendo minha plantação e muito emocionada quero agradecer a bela homenagem que recebi das crianças da Escola São Vicente de Paulo no dia 18 de setembro. São estudantes incentivados pelo trabalho incansável de professores que amam o que fazem e sabem que estão plantando hoje o que vão colher amanhã.
Nada é mais gratificante para um professor do que ser reconhecido pela semente que vingou durante sua caminhada de trabalho.
Feliz Dia do Professor.
OBS: o desenho que ilustra este artigo, com o meu rosto é de uma menina de 13 anos, Samanta Raissa Machado dos Santos