O comunicado apresenta informações sobre as relações de trabalho, os processos de saúde-doença e as formas de cuidado
A Secretaria Estadual da Saúde (SES) do Rio Grande do Sul lançou um Boletim de Saúde do Trabalhador e Trabalhadora Migrante, com o intuito de informar sobre questões fundamentais relacionadas à saúde dessa população. O boletim, disponível online, visa construir um perfil epidemiológico e produtivo dos migrantes, sendo uma ferramenta útil para profissionais de saúde, gestores e pesquisadores.
Atualmente, o Rio Grande do Sul abriga 127.301 migrantes, refugiados e apátridas, representando 7,4% dos migrantes internacionais no Brasil. A maioria desses migrantes é originária de países como Uruguai, Venezuela e Haiti.
O boletim apresenta dados sobre trabalhadores migrantes com vínculo empregatício formal, totalizando 22.885 pessoas. Os acidentes de trabalho são os agravos mais frequentes, com uma redução nos registros de 330 casos em 2021 para 253 em 2023. Os principais afetados são homens negros na função de alimentador de linha de produção, além de soldadores e faxineiros. Outros problemas de saúde incluem Lesões por Esforço Repetitivo (LER), intoxicações e transtornos mentais relacionados ao trabalho.
Elaborado pela área técnica da SES, o boletim visa subsidiar a formulação de estratégias de cuidado e promover a conscientização sobre os desafios enfrentados pelos trabalhadores migrantes. Claúdio Renato Souza, especialista em Saúde da Política de Saúde da População Migrante, Refugiada, Apátrida e Vítimas do Tráfico de Pessoas da SES, enfatiza a importância de garantir ambientes de trabalho saudáveis e inclusivos, além de fomentar o debate sobre os direitos dessa população.