A doença é muito mais comum no sexo feminino no que masculino e deve ser observada e tratada desde o começo para melhorar as chances de cura
O câncer de mama se desenvolve no tecido mamário e é mais comum em mulheres, mas também pode afetar homens. Fatores de risco incluem histórico familiar, tabagismo, obesidade e consumo excessivo de álcool. Pode ser identificado inicialmente por meio de alterações no formato da mama ou mamilo e até mesmo, surgimento de caroços na mama ou axila.
Normalmente durante a fase inicial do câncer de mama, os sintomas são nulos ou se manifestam de forma quase imperceptível. Por isso o autoexame é de extrema importância para a detecção precoce da doença, além claro, do acompanhamento regular com o ginecologista, pois a chance de cura é maior quando identificado ainda no início.
Sintomas
- Caroço na mama ou axila;
- Dor no seio;
- Alterações no formato ou posição do mamilo;
- Secreção do mamilo (diferente de leite);
- Vermelhidão ou inchaço na área;
- Alterações no tamanho ou forma da mama;
- Feridas na mama ou mamilo.
Causas e fatores de risco
- Idade: aumenta o risco após 45 anos em mulheres, o que não quer dizer que não aconteça antes disso;
- Histórico de alteração nas mamas: mulheres que já tiveram câncer de mama, têm mais chances de desenvolver o câncer na outra mama. Quem apresentou alterações benignas na mama, como hiperplasia atípica ou carcinoma lobular in-situ e alta densidade mamária avaliada em uma mamografia também tem mais chances;
- Histórico familiar: risco elevado em pessoas com parentes próximos que tiveram a doença;
- Alterações benignas na mama: como hiperplasia atípica;
- Menarca precoce e menopausa tardia: maior exposição ao estrogênio;
- Gravidez tardia ou ausente: primeira gestação após 30 anos aumenta o risco;
- Estilo de vida: obesidade, sedentarismo, consumo de álcool e tabagismo;
- Radioterapia anterior: na região do tórax.
Tipos
- Carcinoma Lobular In Situ (CLIS): considerado um fator de risco, não um tumor maligno, mas indica um aumento na probabilidade de desenvolver câncer no futuro;
- Carcinoma Ductal In Situ (CDIS): alteração das células da mama que, se não tratada, pode evoluir para um câncer invasivo;
- Carcinoma Ductal Invasivo: tipo mais comum de câncer de mama, onde as células cancerígenas invadem os tecidos ao redor;
- Carcinoma Lobular Invasivo: segundo tipo mais frequente, caracterizado pela invasão das células cancerígenas nos tecidos adjacentes.
Diagnóstico
O diagnóstico é realizado por profissionais e envolve os exames de imagem como a mamografia, ultrassom e ressonância magnética e a biopsia para confirmar a presença de células cancerígenas.
Estadiamento
O estadiamento classifica o câncer com base no tamanho do tumor (T), por exemplo:
- T1: menor que 2 cm;
- T2: entre 2 e 5 cm;
- T3: maior que 5 cm;
- T4: envolvimento da pele ou parede torácica.
Também pelo envolvimento dos Linfonodos (N):
- N1: linfonodos axilares móveis no mesmo lado do tumor,
- N2: linfonodos aderidos,
- N3: outros linfonodos afetados.
E os casos de Metástase (M):
- M1: câncer que se espalhou para outras partes do corpo (ossos, pulmões, fígado).
Importância do Estadiamento
Nos estágios iniciais, o câncer de mama é pequeno e localizado, o que facilita o tratamento. Nos estágios avançados, o tumor pode ser maior e envolver estruturas adjacentes, dificultando a cirurgia e aumentando a complexidade do tratamento. A identificação precoce é crucial para um melhor prognóstico e opções de tratamento mais eficazes.
Tratamento
O tratamento do câncer de mama pode envolver várias abordagens, dependendo do tipo e estágio da doença.
- Casos cirúrgicos para a retirada do tumor e reconstrução mamária;
- Radioterapia para destruir células cancerígenas, podendo ser aplicada antes da cirurgia ou após a remoção do tumor;
- Quimioterapia para bloquear o crescimento das células tumorais. Pode ser indicada antes ou após a cirurgia;
- Terapia hormonal para impedir o crescimento de células tumorais sensíveis a hormônios. É frequentemente indicada após a cirurgia para reduzir o risco de recidiva em câncer receptor hormonal positivo;
- Terapia alvo que foca em células tumorais que possuem receptores específicos.
Cura
O câncer de mama pode ser curado, especialmente quando diagnosticado em estágios iniciais, antes que o tumor se espalhe para outras partes do corpo.