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Saúde

Outubro Rosa e a saúde da mulher: entenda o que é o câncer de mama e como tratar

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O autoexame é de extrema importância para a detecção precoce da doença e aumentar as chances de cura
Por Assessoria de Comunicação
Foto Divulgação

A doença é muito mais comum no sexo feminino no que masculino e deve ser observada e tratada desde o começo para melhorar as chances de cura

O câncer de mama se desenvolve no tecido mamário e é mais comum em mulheres, mas também pode afetar homens. Fatores de risco incluem histórico familiar, tabagismo, obesidade e consumo excessivo de álcool. Pode ser identificado inicialmente por meio de alterações no formato da mama ou mamilo e até mesmo, surgimento de caroços na mama ou axila.

Normalmente durante a fase inicial do câncer de mama, os sintomas são nulos ou se manifestam de forma quase imperceptível. Por isso o autoexame é de extrema importância para a detecção precoce da doença, além claro, do acompanhamento regular com o ginecologista, pois a chance de cura é maior quando identificado ainda no início.

Sintomas

- Caroço na mama ou axila;

- Dor no seio;

- Alterações no formato ou posição do mamilo;

- Secreção do mamilo (diferente de leite);

- Vermelhidão ou inchaço na área;

- Alterações no tamanho ou forma da mama;

- Feridas na mama ou mamilo.

Causas e fatores de risco

- Idade: aumenta o risco após 45 anos em mulheres, o que não quer dizer que não aconteça antes disso;

- Histórico de alteração nas mamas: mulheres que já tiveram câncer de mama, têm mais chances de desenvolver o câncer na outra mama. Quem apresentou alterações benignas na mama, como hiperplasia atípica ou carcinoma lobular in-situ e alta densidade mamária avaliada em uma mamografia também tem mais chances;

- Histórico familiar: risco elevado em pessoas com parentes próximos que tiveram a doença;

- Alterações benignas na mama: como hiperplasia atípica;

- Menarca precoce e menopausa tardia: maior exposição ao estrogênio;

- Gravidez tardia ou ausente: primeira gestação após 30 anos aumenta o risco;

- Estilo de vida: obesidade, sedentarismo, consumo de álcool e tabagismo;

- Radioterapia anterior: na região do tórax.

Tipos

- Carcinoma Lobular In Situ (CLIS): considerado um fator de risco, não um tumor maligno, mas indica um aumento na probabilidade de desenvolver câncer no futuro;

- Carcinoma Ductal In Situ (CDIS): alteração das células da mama que, se não tratada, pode evoluir para um câncer invasivo;

- Carcinoma Ductal Invasivo: tipo mais comum de câncer de mama, onde as células cancerígenas invadem os tecidos ao redor;

- Carcinoma Lobular Invasivo: segundo tipo mais frequente, caracterizado pela invasão das células cancerígenas nos tecidos adjacentes.

Diagnóstico

O diagnóstico é realizado por profissionais e envolve os exames de imagem como a mamografia, ultrassom e ressonância magnética e a biopsia para confirmar a presença de células cancerígenas.

Estadiamento

O estadiamento classifica o câncer com base no tamanho do tumor (T), por exemplo:

- T1: menor que 2 cm;

- T2: entre 2 e 5 cm;

- T3: maior que 5 cm;

- T4: envolvimento da pele ou parede torácica.

Também pelo envolvimento dos Linfonodos (N):

- N1: linfonodos axilares móveis no mesmo lado do tumor,

- N2: linfonodos aderidos,

- N3: outros linfonodos afetados.

E os casos de Metástase (M):

- M1: câncer que se espalhou para outras partes do corpo (ossos, pulmões, fígado).

Importância do Estadiamento

Nos estágios iniciais, o câncer de mama é pequeno e localizado, o que facilita o tratamento. Nos estágios avançados, o tumor pode ser maior e envolver estruturas adjacentes, dificultando a cirurgia e aumentando a complexidade do tratamento. A identificação precoce é crucial para um melhor prognóstico e opções de tratamento mais eficazes.

Tratamento

O tratamento do câncer de mama pode envolver várias abordagens, dependendo do tipo e estágio da doença.

- Casos cirúrgicos para a retirada do tumor e reconstrução mamária;

- Radioterapia para destruir células cancerígenas, podendo ser aplicada antes da cirurgia ou após a remoção do tumor;

- Quimioterapia para bloquear o crescimento das células tumorais. Pode ser indicada antes ou após a cirurgia;

- Terapia hormonal para impedir o crescimento de células tumorais sensíveis a hormônios. É frequentemente indicada após a cirurgia para reduzir o risco de recidiva em câncer receptor hormonal positivo;

- Terapia alvo que foca em células tumorais que possuem receptores específicos.

Cura

O câncer de mama pode ser curado, especialmente quando diagnosticado em estágios iniciais, antes que o tumor se espalhe para outras partes do corpo.

 

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