Outubro é o mês do cuidado com a saúde da mulher e, que vai além do cuidado com as mamas
O câncer de colo do útero, ou câncer cervical, é amplamente associado à infecção pelo vírus HPV, embora outros fatores de risco também possam contribuir para seu desenvolvimento, como idade avançada, tabagismo e uso prolongado de pílulas anticoncepcionais.
Ao ser identificada desde o início, a doença pode ser tratada e tem cura. Por isso, é importante consultar regularmente o ginecologista para manter a saúde em dia.
Sintomas
Os sintomas frequentemente aparecem em estágios mais avançados e incluem:
- Sangramentos fora do período menstrual;
- Sangramentos após relações sexuais;
- Corrimento vaginal com mau cheiro ou coloração alterada;
- Dor abdominal ou pélvica;
- Dor durante a relação sexual;
- Sensação de pressão na parte inferior da barriga;
- Aumento da frequência urinária;
- Perda de peso inexplicada;
- Cansaço excessivo e inchaço nas pernas.
Diagnóstico
O diagnóstico é realizado por um ginecologista e pode incluir o exame pélvico com o toque vaginal e avaliação do colo do útero; o Papanicolau, exame preventivo que coleta células do colo do útero para análise; a colposcopia para uma avaliação mais detalhada do colo do útero; a biopsia para coleta de tecido para análise laboratorial, confirmando a presença de câncer.
Estágios
O câncer do colo de útero é classificado em quatro estágios.
- Estágio 1: tumor localizado no útero;
- Estágio 2: tumor se estende além do útero, mas não invade a parede pélvica;
- Estágio 3: tumor invade a parede pélvica ou parte inferior da vagina;
- Estágio 4: tumor se espalha para órgãos adjacentes, como bexiga ou reto.
Causas e fatores de risco
A principal causa é a infecção pelo HPV, transmitido sexualmente. Outros fatores de risco incluem o início precoce da atividade sexual, múltiplos parceiros sexuais, tabagismo, uso prolongado de contraceptivos, idade acima de 45 anos ou gravidez precoce.
Tratamento
O tratamento varia conforme o estágio da doença e pode incluir:
- Conização: Remoção de uma parte do colo do útero;
- Histerectomia: Remoção total ou radical do útero e colo do útero;
- Radioterapia: Uso de radiação para tratar o tumor;
- Quimioterapia: Medicamentos para eliminar células cancerígenas;
- Traquelectomia: Remoção do colo do útero, preservando o corpo do útero;
- Exenteração Pélvica: Remoção de múltiplos órgãos pélvicos em casos avançados.
Prevenção
A prevenção do câncer de colo do útero pode ser feita por meio de vacinação contra o HPV, disponível em postos de saúde; pelo uso de preservativos, reduzindo o risco de infecção por HPV e outras ISTs e consultas regulares ao ginecologista: para exames preventivos.
A detecção precoce e a vacinação são fundamentais para prevenir o câncer de colo do útero e garantir melhores resultados de tratamento.