Atuação conjunta desses profissionais promovem acesso à saúde em todas as regiões
O Dia Nacional do Agente Comunitário de Saúde e do Agente de Combate às Endemias, celebrado em outubro, destaca a importância desses profissionais na saúde pública. Eles atuam diretamente nas comunidades, promovendo a saúde e prevenindo doenças, estabelecendo vínculos essenciais entre a população e as equipes de saúde.
No Brasil, há cerca de 281.062 Agentes Comunitários de Saúde (ACS) e 104.978 Agentes de Combate às Endemias (ACE), com 10.432 ACS e 2.532 ACE no Rio Grande do Sul. O governo federal tem intensificado os investimentos na valorização desses profissionais, destinando R$ 2,1 bilhões em 2023 e prevendo R$ 2,4 bilhões para 2024, além de repasses significativos para custeio e capacitação.
Quantitativo
O país possui 104.978 agentes de combates às endemias registrados no Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde (CNES). Destes, 67.721 atendem aos critérios para o repasse da Assistência Financeira Complementar (AFC) da União aos agentes.
Em 2024, o Ministério da Saúde já repassou R$ 6,9 bilhões e planeja investir mais R$ 2,3 bilhões, totalizando R$ 9,2 bilhões para o ano. Com a meta de expandir as equipes de Saúde da Família e a cobertura da Atenção Primária à Saúde, o governo também planeja construir 1.800 Unidades Básicas de Saúde em áreas vulneráveis.
Mais investimentos
Para 2025, as perspectivas incluem a ampliação do quantitativo de agentes comunitários de saúde, com meta de alcance de mais de 56.680 equipes de Saúde da Família e de aumentar a cobertura populacional estimada da Atenção Primária à Saúde para proporcionar mais acesso e cuidado integral à população. A pasta também tem investido na ampliação das capacitações direcionadas a esses profissionais.
Reconhecimento e formação
A formação desses profissionais é uma prioridade, com programas como o "Mais Saúde com Agente", que já capacitou mais de 176 mil agentes. No combate a endemias, os ACS e ACE desempenham papel crucial na conscientização e no controle de doenças transmitidas pelo Aedes aegypti, como dengue e chikungunya.
Esses agentes são fundamentais para a saúde das comunidades, realizando visitas domiciliares, mobilizando a população e promovendo ações educativas. A integração entre as atividades de Vigilância em Saúde e a Atenção Primária é uma diretriz recente que busca fortalecer ainda mais seu papel na promoção da saúde e na prevenção de doenças.