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Opinião

Sancionada a nova lei do combustível do futuro

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Por Roberto M. Ferron – Engº. Florestal, Consultor Florestal/Ambiental

               “Brasil protagonista na produção e uso de combustíveis limpos”

No último dia 08 o presidente Lula sancionou a Lei 14.993/24, denominada “Combustível do Futuro”, e “prometeu destravar investimentos de R$ 260 bilhões e evitar emissões de 705 milhões de toneladas de dióxido de carbono até 2037. A assinatura aconteceu durante a Liderança Verde Brasil Expo, maior feira do país sobre tecnologias de descarbonização. “O Brasil é o país que fará a maior revolução energética do planeta e não há quem possa competir conosco nas energias limpas. Temos que propor políticas que garantam que esse país de um salto de qualidade, para nos tornarmos um país altamente desenvolvido. A sanção dessa lei é uma demonstração de que o Brasil tem tudo para crescer e se transformar no país que todos nós sonhamos”.

Como escrevi anteriormente, o Brasil adere definitivamente a transição energética, para o bem da economia, do agro e da nação brasileira com este marco, e segurança jurídica. Gradativamente, nossa base energética provinha dos combustíveis fósseis, e doravante o norte se volta as energias limpas com a produção e uso de biocombustíveis.

Algumas lideranças, como Francisco Turra, Presidente do Conselho de administração da Aprobio (Associação dos Produtores de Biocombustíveis do Brasil), afirma que “o Brasil estabeleceu um importante marco regulatório que vai redefinir a história de seu desenvolvimento sustentável. Este projeto inaugura um novo momento da economia nacional caracterizado por fortes investimentos no parque industrial nacional e pela forte agregação de valor em toda a cadeia de agronegócio, impulsionando a economia e o emprego verde”. Já o Presidente da União da Indústria de Cana-de-Açúcar e Bioenergia (Unica), ​Evandro Gussi, “os setores de etanol, biometano e combustível sustentável de aviação (SAF) verão investimentos de mais de R$ 130 bilhões nos próximos anos no Brasil.

O CEO, fundador e Presidente do Grupo ECB Erasmo Carlos Battistella (nascido no Distrito Sete Lagoas, Município de Itatiba do Sul-RS), presente no evento da promulgação da nova Lei, enfatiza que “o grupo vai investir e gerar valor em negócios sustentáveis, com destaque em biocombustíveis avançados, a fim de se tornar o maior produtor de biocombustíveis avançados da América Latina até 2025”. Ainda, através de um planejamento estratégico “fomentará negócios para posicionar a organização entre as três maiores produtoras de biocombustíveis do mundo, além de se tornar Carbono Neutro até 2030. Vamos manter um portfólio de investimentos constante renovação, buscando inovação e avanços tecnológicos com viés nas melhores práticas ambientais, sociais e de governança, com modelo de governança e sustentabilidade ESG”.

Esta lei incentiva a produção de novos combustíveis, como SAF, biogás e biometano, ampliando o aumento da mistura de etanol na gasolina e biodiesel no diesel, o que impulsionará indústrias, como as de cana-de-açúcar, milho e soja, que já respondem por parcela significativa na produção de biocombustíveis no Brasil. Sobre os novos percentuais de misturas no diesel e gasolina já escrevemos na penúltima matéria.

Também, propiciará a saída da prateleira de muitas pesquisas com outros produtos agrícolas e florestais capazes de produzir biodiesel, etanol, SAF, como o tungue (árvore chinesa, adaptada no RS, que produz um fruto com sementes oleaginosas, cuja produção é de três a quatro vezes mais que a soja); a macaúba (palmeira adaptada a solos degradados no centro oeste e nordeste do país, que produz um “cacho de coquinho”, e cuja polpa oleaginosa produz oito vezes mais que a soja). O Brasil possui uma das maiores biodiversidades de vegetais do planeta, e certamente há tantas outras capazes de produzir óleos e açucares, como a palmeira palma, o agave (espécie semelhante a babosa), e tantas outras.

O Brasil Verde – celeiro do planeta será o grande protagonista na produção e uso de energias renováveis e limpas!

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