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Opinião

Mediunidade nos tempos atuais

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Por União Municipal Espírita (Erechim)

 

O despertar do estudo dos fenômenos do invisível tiveram início quando a humanidade já atingira um nível intelectual que lhe propiciava livres questionamentos acerca da vida e da morte.

Havia um vácuo entre o que as crenças e religiões propagavam sobre esse tema e a expectativa gerada pelas dúvidas e indagações dos indivíduos.

Os conceitos existentes já não atendiam aos questionamentos que eram feitos sobre os vários temas bíblicos abordados pelas diferentes religiões.

Nesse momento, aqui e ali, surgiam informações de fenômenos atribuídos a seres do “outro lado”: do além.

Claro está que em todas as épocas houve pessoas tentando explorar a credulidade alheia, o que punha em dúvida a confiabilidade das informações.

Porém, no alvorecer do século XVI, o mundo iniciava sua preparação para receber esclarecimentos sobre a vida além da morte física, que viria apenas três séculos depois.

As mentes já estavam prontas para terem opiniões com base na lógica.

Esse preparo, através da vinda de luminares nos diversos ramos do conhecimento (ciência, artes, espiritualismo), durante os séculos XVI a XVIII, provocariam, no ser humano, o despertar dos sentimentos, da sensibilidade e do espírito crítico.

As pessoas já não acreditavam apenas naquilo que lhes tentavam impor através de dogmas, de rituais, de discursos que não lhes apontavam um caminho coerente para a paz interior e para a compreensão das coisas da vida e da morte (do corpo físico).

 Havia um vazio.

E como estivessem em um estágio letárgico, continuavam sua vida sem acontecimentos que os despertassem dessa hibernação intelectual.

Havia um anseio de algo novo, sem saber exatamente, quais mudanças poderiam trazer respostas.

Nesse estágio da Humanidade, o relógio já apontava para o século XIX.

 

(Próximo tema: Mediunidade: nos tempos atuais – parte II)

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