Calma, leitores e leitoras, não estou debochando, nem faltando com o respeito a esta data – finados – que nos traz saudades dos nossos familiares e amigos que deixaram esta vida.
A expressão do título foi dita por uma menina, filha de uma amiga da minha família há muito tempo. Hoje avaliando, vejo como foi apropriada esta expressão, pois a preparação para este dia é como a de uma festa de família – prepara-se a casa, varre-se, lava-se, lustra-se, colocam-se flores, tudo com muito capricho.
Pois assim fazemos com os túmulos dos nossos entes que já partiram – lavamos, lustramos, colocamos flores novas para o dia da nossa visita quando acendemos velas.
É quando encontramos e reencontramos familiares, alguns vindos de outras cidades, para então lembrarmos os momentos que tivemos junto aos nossos entes queridos.
É, pensando bem, a lógica infantil é acertada, pois deixa de ser uma confraternização. De acordo com matéria da CNN: “No México, a morte é motivo de festa: altares coloridos, panteões iluminados, ruas cobertas de laranja com a flor de calêndula, comida, bebida, música, caveiras e catrinas — uma representação do esqueleto de uma dama —, tudo isso para homenagear a memória daqueles que não estão mais lá”.
Nessas horas lembro o famoso livro de Aldous Huxlei (O Admirável Mundo Novo), em que diz que a morte deve ser um ato de misericórdia, que o ser humano não precisa deixar sua vida em meio a sofrimentos e doenças que não dignificam em nada o ser humano.
Que bom seria se assim fosse!