Intercâmbio entre dois mundos
Na obra Mediunidade e Sintonia, mencionada por Haroldo Dutra Dias, Emmanuel reafirma que “Não nos esqueçamos, porém, que o movimento é de intercâmbio. Se o homem recebe o concurso dos espíritos benfeitores, é natural que os espíritos benfeitores algo esperem, igualmente, do homem. Nada existe sem permuta e sem resultado”.
Como diz Severino Celestino, escritor espírita, estudioso da Bíblia e profundo conhecedor do hebraico, Moisés foi o saneador de todas as práticas idólatras, pagãs, implantando efetivamente, uma nova ordem monoteísta que se iniciou com Abraão.
Moisés foi de uma mediunidade extraordinária, realizando feitos que serviram para obter a confiança e a credibilidade diante de tão nobre tarefa que lhe fora confiada por Deus: consolidar o monoteísmo.
Deus oportunizou à Humanidade a Luz de que ela necessitava para sua evolução: a primeira revelação, fora Moisés; a segunda, Jesus e a terceira, o Espiritismo, o Consolador prometido por Jesus, pois esclarece, com base na lógica e na razão e, consola pela certeza da vida futura.
Como bem acentua Haroldo Dutra Dias, não há evolução sem contato com o Mundo Superior.
Moises proibiu o mau uso da mediunidade, em todas as suas formas.
O que também é censurado pelo Espiritismo.
Obviamente, Moisés não se referia à Doutrina Espírita, pois esta foi revelada somente no século XIX.
A Doutrina Espírita trouxe e continua trazendo a realidade do Mundo Espiritual, pelos próprios Espíritos, através de seus diversos intérpretes.
Essa revelação refere-se à imortalidade da alma; das vidas sucessivas (reencarnação), da justiça divina, do resgate do cristianismo primitivo com base no Evangelho de Jesus.
(Próximo tema: Mediunidade - Fenômenos Mediúnicos que antecederam a Codificação da Doutrina Espírita – Parte I)