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Opinião

A maldição da política

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Por Gaby Garbin Mársico - Membro da Acadêmica Erechinense de Letras

Prezados leitores e leitoras, peço que leiam o que tenho a dizer sobre o título acima, mas com isenção de qualquer ideologia partidária.

Há muitas pessoas que dizem não gostar de política, mas como já afirmava o historiador e político inglês Charles Montalembert (1810-1870) “bem tentais não vos ocupar da política, mas a política ocupa-se de vós”. Resumindo – é a política que rege nossas vidas.

Gosto de ler alguma reportagem quando é do interesse de todos nós, população brasileira. Numa entrevista o físico italiano Carlo Rovelli, autor “do aclamado livro ‘Buracos Brancos: dentro do horizonte’ disse: “Acho que os verdadeiros problemas são políticos, não científicos. A ciência ajuda e oferece muitas ferramentas úteis. Graças a ela no mundo há alimentos para todos, medicamentos para curar as doenças e riqueza suficiente para uma vida digna. Mas, se os seres humanos pensarem em intimidar uns aos outros em vez de colaborar para o bem de todos, a ciência não poderá fazer nada”.

Deu para entender? É tão simples assim, pois nos mostra claramente como a política rege nossas vidas, determina quem pode, quem fica rico, quem permanece pobre, quem tem direito à educação...Em relação ao meio ambiente então, a política inerte e/ou presa a interesses econômicos deixa a criminalidade gerir o que quer, ou simplesmente vira as costas à proteção de nossas florestas, de nossos biomas riquíssimos e a lentidão em tomar uma atitude até para pagar os incêndios devastadores.

Líderes mundiais se reúnem de tempos em tempos com objetivo de criar e levar a cabo programas sérios e responsáveis para salvar o nosso lindo planeta da destruição, mas enquanto dependem de políticas que devem ser de solução urgente o efeito estufa aumenta desencadeando catástrofes como secas, enchentes, tufões que já estão acontecendo; derretimento das geleiras polares e consequente aumento dos oceanos, conforme a previsão dos cientistas.

E as políticas de prevenção, políticas ambientais ficam de férias?

Logo teremos mais uma eleição – em 2026 – desta vez para presidente da República. E lá vamos nós, novamente, cumprir nossa “obrigação” democrática, dar nosso voto ao candidato escolhido.

Será que temos consciência da importância de elegermos pessoas com condições plenas para nos governar?

Haverá algum candidato que preencha todas as condições de verdadeiro estadista? Ou seja, dedicação exclusiva na promoção de políticas públicas que visem o bem-estar do povo! Assim como é a escolha de deputados e senadores – os legisladores – tão vital na administração do País.

Neste ano elegemos prefeitos, vereadoras e vereadores cujo trabalho deve ser o compromisso com a criação de políticas públicas para o bem dos munícipes, tão importante quanto ao das esferas estaduais e federal.

Nada menos que isso!

 

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