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Opinião

COP29 - Nova Conferência do Clima

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Por Engº. Florestal Roberto M. Ferron – Consultor Florestal/Ambiental

Novamente o clima em debate na cúpula mundial

Neste ano a 29ª Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas, a COP29 acontecerá entre os dias 11 e 22 de novembro, na cidade de Baku, capital do Azerbaijão. País onde a indústria petrolífera é relevante. Inclusive, sendo denominado como o “berço da indústria moderna dos combustíveis fósseis”.  O Azerbaijão é um país de maioria muçulmana, localizado entre o leste europeu e o oeste asiático (na região do Cáucaso). Tem aproximadamente 10 milhões de habitantes e uma economia baseada, principalmente na exportação de petróleo e gás natural (90%), representando em torno de 50% do PIB. (Fonte: Folha de São Paulo)

Desafios da COP29

De COP em COP os desafios se repetem, e poucos países fazem a lição de casa. Vejam o Brasil, que ainda não aprovou o PL 182, que regulamenta o bilionário Mercado de Carbono, arrastando-se por longos anos no Congresso Nacional, trazendo enormes prejuízos aos proprietários rurais, as empresas e a nação.

Repetidamente, “os maiores desafios da Conferência devem ser mantidos as pautas de cumprimento do Acordo de Paris, além da urgência de ações de contenção das mudanças climáticas e das opções de financiamento para a crise climática global”.

Ressalta-se que a 21ª Conferência das Partes da UNFCC (COP 21) – Acordo de Paris, restou aprovado em 12/12/2015, que entrou em vigor em 04/11/2026.

O que esperar da COP29?

O financiamento climático deve ser um dos assuntos mais importantes na pauta da COP29, a exemplo do que aconteceu na COP28 em Dubai. Muitos países dependem de iniciativas externas para o financiamento de suas ações de mitigação das mudanças climáticas. Os mecanismos de financiamento mistos (blended finance), desta vez, “devem ser mais discutidos”. 

É muito cômodo dizer aos países menores poluidores para pagarem a conta daqueles países que mais poluem. Novamente, é o caso do Brasil, que representa apenas 3% da poluição mundial, mas é foco de críticas ásperas principalmente dos países da União Europeia. Mas, sabemos porquê!

Para o presidente da COP29 Mukhtar Babayev, que é o Ministro da Ecologia e dos Recursos Naturais do Azerbaijão, acredita na manutenção dos planos para atingir a meta do Acordo de Paris (de novo). Segundo ele, esse ainda deve ser o foco da convenção-quadro da ONU sobre negociações sobre mudanças climáticas. “Precisamos consolidar nossos esforços para 1,5°C. Não sou pessimista nesta questão. Temos que avançar na meta e na implementação do programa para reduzir as emissões globais. Se iniciarmos a ação e a implementação dos acordos feitos nas COPs anteriores, temos uma chance. Nós faremos nosso melhor”.

Ainda, declarou recentemente que, “mesmo os novos governantes (2024 é ano de eleição presidencial em vários países) deverão seguir os compromissos assumidos pelos antecessores. Mesmo que sejam formadas novas administrações, elas enfrentarão a mesma necessidade de reduzir as emissões de gases com efeito de estufa e de combater o aquecimento global”.

Lembrando que o Acordo de Paris foi firmado há nove anos, e quase nada avançou. E a COP29 repete os objetivos das anteriores.

Como se diz, balela, blábláblá, para enganar bobo! Vamos a passo de tartaruga ou de caranguejo, poluindo cada vez mais, e aguardando o milagre do planeja se autorregenerar!

 

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