O nascido antes das 28 semanas de gestação tem riscos de diversas complicações graves
Devido ao seu desenvolvimento incompleto, esses bebês podem enfrentar dificuldades respiratórias, problemas neurológicos, infecções e outras condições de saúde. É um momento de grande vulnerabilidade tanto para o bebê quanto para a família, mas com os avanços nos cuidados neonatais, a chance de sobrevivência e recuperação tem aumentado significativamente.
Características
- Baixo peso e tamanho reduzido;
- Pele fina, rosada e brilhante, com pouca gordura;
- Cabeça desproporcionalmente grande em relação ao corpo;
- Temperatura corporal baixa;
- Orelhas macias ou moles;
- Pouco ou nenhum cabelo;
- Além disso, esses bebês podem ter dificuldade respiratória, reflexo de sucção fraco ou ausente, o que dificulta a alimentação.
Possíveis causas
- Idade materna abaixo de 20 anos ou acima de 40 anos;
- Gravidez múltipla (gêmeos ou mais);
- Uso de substâncias, como cigarro ou drogas, durante a gestação;
- Infecções durante a gravidez, como infecções vaginais ou intrauterinas;
- Histórico de parto prematuro;
- Doenças gestacionais, como pré-eclâmpsia;
- Problemas placentários, como descolamento prematuro da placenta ou placenta prévia;
- Malformações fetais.
Riscos
- Síndrome do Desconforto Respiratório Agudo (SDRA): devido à falta de surfactante pulmonar, essencial para a função respiratória. Pode levar a dificuldades respiratórias graves, como respiração rápida, chiado e cianose (lábios e dedos azulados);
- Broncodisplasia pulmonar: complicação pulmonar decorrente da necessidade prolongada de oxigênio suplementar, que pode danificar os pulmões e resultar em problemas respiratórios de longo prazo;
- Persistência do Canal Arterial (Ducto Arterioso Patente): quando o ducto que conecta o coração e a aorta não se fecha após o nascimento, prejudicando a oxigenação do sangue;
- Retinopatia da prematuridade: crescimento anormal de vasos sanguíneos na retina, que pode causar cegueira ou outros problemas visuais devido ao uso de oxigênio suplementar;
- Infecções: o sistema imunológico imaturo torna os bebês mais suscetíveis a infecções graves como sepse, que podem colocar sua vida em risco;
- Enterocolite necrotizante: uma complicação gastrointestinal que pode causar danos ao intestino, levando a deficiências no crescimento e problemas neurológicos a longo prazo;
- Deficiências no desenvolvimento neurológico: o cérebro imaturo pode resultar em dificuldades de aprendizado, problemas comportamentais e, em alguns casos, paralisia cerebral ou outros danos neurológicos.
Cuidados
O tratamento de um prematuro extremo começa imediatamente após o nascimento, geralmente na UTI neonatal.
Logo o bebê é colocado na incubadora para regular a temperatura corporal, tem o constante monitoramento dos sinais vitais, suporte respiratório, como ventilação mecânica ou oxigênio suplementar.
Alimentação por sonda, já que muitos não conseguem mamar por conta do reflexo de sucção fraco, administração de medicações, como antibióticos e outros fármacos para prevenir ou tratar complicações e cuidados com a higiene e a prevenção de infecções.
Após a alta o prematuro ainda necessita de cuidados como amamentação exclusiva com leite materno, preferencialmente sob livre demanda, para fortalecer o sistema imunológico, limitação de visitas e evitar locais com muitas pessoas ou baixa ventilação, ambiente adequado, com temperatura controlada e livre de poeira, higiene constante, com a lavagem das mãos antes de manusear o bebê, acompanhamento médico regular, incluindo consultas com pediatra, oftalmologista, neurologista e fisioterapeutas, para avaliar o desenvolvimento e detectar possíveis complicações precocemente e imunização conforme o calendário de vacinas recomendado pelo pediatra.