Por volta de 1776, houve uma dissidência da seita Quakers, na Inglaterra, formando outro grupo, os Shakers, também denominados seguidores da Sociedade Unida dos Crentes na Segunda Aparição de Cristo.
Os descendentes dos Shakers, fugindo à perseguição da Igreja, migraram para os Estados Unidos, formando grupos religiosos que passaram a apresentar curiosos acontecimentos.
Eram manifestações mediúnicas, cujos registros foram mantidos em discrição, dada a intolerância religiosa e a crença de que se tratava de distúrbios psíquicos.
Em 1837 já havia cerca de sessentas dessas corporações.
Mais tarde, surgiram dois livros que relatavam tais experiências de comunicações com os espíritos.
Conforme relatado, os fenômenos tiveram “início com ruídos de advertência que mais tarde, acabaram envolvendo quase toda a comunidade dos shakers”.
Como descreve Doyle, dava-se da seguinte forma:
“Um dos dois presbíteros ficavam em aposento localizado no piso inferior da casa. Ouvia-se, então uma batida à porta e espíritos com características de índios perguntavam se podiam entrar. Dada a permissão, uma tribo inteira de índios invadia a casa e, em poucos minutos, ouvia-se seu Whoop! Whoop! Whoop! Por toda a residência.”
Conversavam em seu idioma, e podia-se identificar que eram Espíritos de índios pele-vermelhas.
(Próximo tema: Mediunidade - Fenômenos Mediúnicos anteriores à Codificação da Doutrina Espírita – Parte IV)