O Fenômeno de Hydesville (Continuação)
No relato da Sra. Margaret Fox, a filha tentava contato com essa entidade, que ninguém sabia quem, ou que era. Primeiramente, com perguntas frívolas, as quais esse “ser” respondia conforme os sinais convencionados, provando tratar-se de manifestações de uma inteligência.
Primeiramente, ela perguntou sobre as idades dos filhos e a resposta na forma de batidas, chegou com acerto.
Na sequência, foi perguntado se quem estava a responder era um ser humano. Mas não houve resposta.
Perguntou se era um espírito, convencionando que se fosse afirmativa a resposta, desse duas batidas. As duas batidas se fizerem ouvir.
“Se é um Espírito a quem causaram mal, dê duas batidas”. A resposta: duas fortes batidas.
“Foi nessa casa que lhe fizeram mal? ” Novamente a confirmação.
Descobriu-se que se tratava de alguém assassinado na casa, com 31 anos de idade e que seus restos estavam enterrados no porão a cerca de três metros de profundidade.
Outras informações foram repassadas por essa entidade, que permitiu que chamassem os vizinhos para presenciarem essas manifestações. O que foi feito. E todos confirmaram o fenômeno ao verem respondidas questões particulares de cada um.
Vizinhos se encarregaram de constituir uma comissão para investigar a origem e os motivos dessas pancadas, concluindo a veracidade do acontecido e a “...sobrevivência do ser humano e sua possibilidade de se comunicar...”
Em 1848 foi iniciada uma escavação no porão e descobriram os restos de um esqueleto humano. A descrição, à época, constou do Boston Jornal (jornal não espiritualista), de 23 de novembro de 1904, como menciona Doyle.
A história das irmãs FOX foi marcada por episódios desagradáveis, que podem ser conferidos na obra de Arthur Conan Doyle, a História do Espiritualismo.
Perseguições, campanhas maldosas para desacreditar tais fenômenos, foram constantes em suas existências, mas a verdade se sobressaiu e a realidade dessas manifestações com o mundo invisível foi encorajando outros médiuns a divulgarem suas experiências.
“Em abril de 1849, ocorreram manifestações na família do Re. A. H. Jervis, ministro metodista de Rochester; na do Sr. Lyman Granger, também de Rochester, e em casa de Deacon Hale, na cidade vizinha de Greece.
Seis famílias da cidade adjacente de Auburn começaram também a desenvolver a mediunidade.
Não houve, em nenhum desses casos, participação direta das meninas Fox. Eram estas apenas líderes: abriram caminhos e foram seguidas.”. DOYLE, Arthur Conan. Trad. José Carlos da S. Silveira. A História do Espiritualismo. 2013. Pg.108).
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