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Opinião

Desemprego, bolsa família, e rombo nas contas públicas

teste
Por Engº. Florestal Roberto M. Ferron – Consultor Florestal/Ambiental

Necessidade ou voto a cabresto

          

Na matéria anterior escrevi sobre os Programas Sociais no Brasil, e recebi retorno de pessoas “que me disseram não saber da existência de tantos programas sociais”, da mesma forma nem eu sabia.

Vamos a mais números, pois estes nos dão a base real dos dados e informações. A tabela abaixo mostra os 10 estados que mais recebem o benefício bolsa família, e o comparativo com número de empregados com carteira assinada.

 

Classif.

Estado

População

  Bolsa Fam.

   Empregados

%

10º

Amazonas

  4.281.209

   632.787

   436.074

1,34

Bahia

14.850.513

2.646.130

1.913.221

1,38

Sergipe

  2.291.077

   418.046

   297.674

1,40

Alagoas

  3.220.104

   555.128

   392.146

1,41

Acre

     880.631

   134.231

     92.473

1,45

Paraíba

  4.145.040

   710.310

   449.120

1,58

Para

  8.664.306

1.381.470

   854.892

1,62

Amapá

     802.837

   127.408

     76.690

1,66

Piauí

  3.375.646

   641.057

   314.981

2,04

Maranhão

  7.010.960

1.255.565

   580.556

2,16

 

 

 

 

 

 

 total

 

49.522.323

9.143.189

5.407.827

1,69

 %

 

 

60%

40%

 

Obs.: população estimada para 2024. Dados IBGE.

 

Destes dados dos estados listados pode-se tirar muitas conclusões, como:

1º) há muito mais gente recebendo bolsa família (60%) do que pessoas trabalhando com carteira assinada (40%), são 1,69 bolsa família para cada 1,0 trabalhador. Ou seja, população extremamente dependente do governo federal;

2º) se considerarmos a população destes estados – 49.522.323 habitantes, 18,50% recebem o benefício – 9.143.189, sendo que há 10,90% de trabalhadores com carteira assinada – 5.407.827.

Diversos estudos mostram que “parte da população pobre deixa de procurar trabalho depois dos recentes aumentos nos benefícios”, o que afeta a oferta de mão de obra para suprir as vagas de trabalho. Por isso, presenciamos a vinda massiva de venezuelanos, que fogem da ditadura do seu país, buscando vida nova aqui, e ocupando as vagas de trabalho em indústrias, no comercio e serviços. Basta ir ao supermercado e ver os atendentes empacotadores e caixas. 

A chamada taxa de participação, que reflete o percentual de pessoas que buscam emprego tem caído após a pandemia. Os dados mostram que “há mais pessoas sem trabalhar e sem buscar emprego” do que em 2020.

Temos 12 estados brasileiros com mais bolsa família (transferência de renda) do que empregados com carteira. E 20 das 27 unidades da Federação tem programa de transferência de renda. Inclusive na última campanha política, vimos candidatos a prefeitos prometendo mais “benefícios aos munícipes”. Isto já está virando uma esculhambação, já que nada mais é do que “troca por voto”.

Hoje o Brasil possuiu 20,77 milhões de famílias com bolsas. Fora vale gás, bolsa escola (Programa Pé-de-meia), vale cesta básica. Neste ano, o governo (diga-se o povo trabalhador) gastará R$ 168 bilhões. O BPC – benefício de prestação continuada paga outras 5,9 milhões de pessoas sem fonte de renda, que custará mais R$ 100 bilhões, totalizando R$ 268 bilhões.

Segundo a Ministra do Planejamento, Simone Tebet, “o problema dos gastos no Brasil não é o pobre no orçamento. São os privilégios dos ricos que precisam ser checados ponto a ponto nos gastos tributários”.

Mas, o governo pretende gastar R$ 28,8 bilhões a mais do que vai arrecadar em 2024, cujo orçamento de despesas estava previsto em R$ 2,116 trilhões. E a pergunta é: de onde virá os recursos para sanar o rombo no caixa do governo? Como o governo não fabrica dinheiro, qualquer um saberá responder o obvio, do bolso do trabalhador contribuinte pela “penalização” em mais impostos.

E vale lembrar que dos 27 estados brasileiros, temos 18 estados deficitários, os mesmos acima com exceção do Amazonas. De superavitário no governo anterior, já temos este enorme rombo. Quem vai pagar novamente esta conta? Quanto tempo teremos que economizar para equilibrar as finanças? Vem aí mais impostos?

E de última hora, estatais dando prejuízo novamente. Pasmem, até a Itaipu Binacional!

 

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