O Evangelho, deixado pelo nosso Modelo e Guia Jesus é o Código de Conduta para toda a Humanidade.
O Espiritismo (ou Doutrina Espírita) “nada ensina em contrário ao que ensinou o Cristo, mas desenvolve, completa e explica, em termos claros para todo mundo, o que foi dito apenas sob forma alegórica”. (KARDEC, Allan. Trad. Evandro Noleto Bezerra. O Evangelho Segundo o Espiritismo, Cap. I, item 7).
“Portanto, o Espiritismo é obra do Cristo, que Ele mesmo preside, assim como preside, conforme igualmente o anunciou, à regeneração que se opera e prepara o Reino de Deus na Terra.” (Idem, idem)
Complementando, podemos dizer que esse Manual da Vida e do Viver sempre traz desafios (para vencermos nossas imperfeições morais); convites (para seguirmos seus passos) e, provoca-nos a reflexões na busca de nossa evolução espiritual e de nossa paz interior (o Reino dos Céus).
Abordaremos nas próximas colunas, o Capítulo XXIII de O Evangelho Segundo o Espiritismo, sob o título Moral Estranha, onde encontramos três afirmações de Jesus que, aparentemente, contradizem com a doutrina sublime que Ele nos deixou, daí o título escolhido por Kardec.
Primeiro, sobre Jesus referir-se a odiar pai e mãe; a odiar sua mulher e seus filhos; a odiar seus irmãos e irmãs; a odiar sua própria vida como condições para segui-Lo;
Segundo, quando afirmava: deixai os mortos o cuidado de enterrar seus mortos;
Terceiro, “Não vim trazer a paz, mas a espada”.
Julgamos importante esclarecer que a obra “O Evangelho Segundo o Espiritismo”, teve origem na Parte Terceira de O Livro dos Espíritos (Codificação Kardequiana) que trata das Leis Morais e segue fielmente a Boa Nova, porém, com base na lógica, na razão, na ciência.
Moral estranha
Jesus foi o modelo de bondade, pregando o amor ao próximo.
Afirmações como essas, interpretadas literalmente, podem causar desencanto, estranheza, pois está em contradição com tudo o que Ele ensinou.
Primeiramente, devemos entender que é natural que toda nova concepção, novo projeto, promova certa oposição.
A importância que uma nova proposta possui e a possibilidade de sucesso determinará o grau de resistência, pois certamente irá ferir interesses.
Até firmar-se, se aceita pela maioria, muita luta será travada.
É assim em todas as circunstâncias da vida.
Conforme o filósofo alemão do século XIX, Arthur Schopenhauer, “Toda verdade passa por três estágios. No primeiro, ela é ridicularizada. No segundo, é rejeitada com violência. No terceiro, é aceita como evidente por si própria.”
(Próximo tema: Moral estranha – Parte II)