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Opinião

Uma cliente (in)satisfeita

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Gaby Mársico
Por Gaby Garbin Mársico - Membro da Acadêmica Erechinense de Letras

Comerciantes, empresários (donos de pequenas empresas), prestadores de serviços, vivem e enriquecem graças aos seus clientes, ou seja, às pessoas que compram seus produtos. Por isso, os que vendem precisam tratar seus clientes com respeito, atenção e consideração.

Isto posto, conto o que me aconteceu há poucos dias. Tiramos a tarde do dia 26 de dezembro, eu e minha filha, com a intenção de comprar um tênis que eu precisava. Percorremos as principais lojas de calçados, pois as opções aqui são muitas. Nas duas primeiras lojas fomos bem atendidas. Numa delas ao informar-me das condições de pagamento, disse-me a atendente que só teria desconto se a compra fosse feita no crediário e não à vista. Não pude resistir e saímos rindo da loja, imaginando ser uma piada.

 

Na terceira loja encontrei o que eu queria. Fomos bem atendidas. Mas o local para experimentar resumia-se em banquetas desconfortáveis espalhadas em meio aos expositores com clientes atravessando em corredores apertados; os espelhos colocados nem sempre ao alcance das banquetas, enfim, pouca praticidade.

Escolhido o calçado e um outro item, fomos ao caixa. E começou então a incomodação. Fiz a proposta de pagamento, sendo metade à vista e o restante em 30 dias pelo meu crediário, pois sou cliente da loja há vários anos.

E o problema teve início. A moça do caixa precisou chamar a supervisora (acho que era esta sua função) que demorou um pouco e ao chegar ficou teclando do computador. Virou as costas e foi embora. E novamente a caixa chamou a supervisora para resolver algo no computador. E, no silêncio das funcionárias eu e minha filha aguardando sem saber o que se passava. Minha filha então precisou perguntar o que havia, ao que a atendente disse que meu crediário estava “desatualizado” e que a agora a loja havia terceirizado o sistema. Ah! Com uma explicação tão “gentil”, precisei contar até seis para decidir o que fazer – largar tudo e ir embora ou ... e resolvi então pagar à vista. Pegamos então a mercadoria e saímos da loja, irritadas e muito insatisfeitas.

Durante toda a “operação” não recebemos um olhar da “fiscal”, um boa tarde e muito menos um pedido de desculpas pela meia hora perdida, encostadas no balcão... e nem explicou o que eu precisaria fazer para atualizar o meu crediário.

Numa loja do tamanho do sucesso que tem, deveria ter um departamento para ensinar suas funcionárias que o cliente é a pessoa mais importante e que deve ser tratado com respeito e consideração, pois não está pedindo nenhum favor e sim, “colaborando” com seu sucesso e enriquecimento.

Quero ressaltar aqui que, como cliente do comércio local, não quero tapete vermelho, nem uma taça de espumante, só quero respeito e um pedido de desculpas quando a falha é da própria loja. E aí então, a gente volta sempre!

Para o próximo comentário tenho mais alguns fatos acontecidos comigo no comércio local. Me aguardem!

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