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Opinião

Novos pedágios na região norte do RS

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Por Roberto M. Ferron – Engº. Florestal, Consultor Florestal/Ambiental

Mais pedágios para circular em nossas rodovias

          

Escrevi recentemente as boas notícias no Estado para 2025, referente ao asfaltamento das ligações com as sedes dos pequenos municípios, especialmente aqui na região norte do RS. Pedidos das comunidades e prefeitos há muitas décadas. Em pleno século XXI, vivíamos, e alguns municípios vivem na “idade da pedra lascada” em termos de acesso. Um dos exemplos que ainda temos na região do Alto Uruguai é a ligação de Pinhalzinho, município de Marcelino Ramos a Maximiliano de Almeida; outro é de Campinas do Sul a Ronda Alta, embora a ponte sobre a UHE de Passo Fundo esteja pronta, mas falta aterrar as cabeceiras, e o asfalto. Quando teremos asfalto nestas estradas?

Estradas asfaltadas e acessos as cidades são garantias de desenvolvimento, motivação para que os empresários fiquem e invistam em suas cidades. Muitos produtos agrícolas, e os hortifrutigranjeiros só são possíveis, se os caminhos sejam de boa qualidade.

Lembro do tempo da Cotrel que muitos municípios da região não podiam entrar no Programa de Fruticultura e Alcachofra porque não havia ligação asfáltica. E se as estradas interioranas não fossem boas, também não tinham condições de entrar na produção leiteira e de aves. Aqueles prefeitos que não investiam nas estradas do interior, seus municípios iam ficando para traz, e os produtores não tinham como participar dos programas da cooperativa. Inclusive, esta é uma das razões por que alguns municípios se destacaram mais do que outros na produção agrícola e no seu desenvolvimento.

Vale lembrar o quanto a falta de ligações asfálticas entre Erechim e as microrregiões atrasou o nosso desenvolvimento. Todos lembram que o asfaltamento da RS 480 começou de Erval Grande para Erechim. Levou-se 40 anos para ele chegar a Erechim. Neste período, desde São Valentin, Itatiba do Sul, Benjamin Constant do Sul, e Erval Grande, o comercio, escoamento e entrega da safra, os estudantes universitários, entre outros, se direcionaram para Chapecó-SC. A microrregião de Marcelino Ramos e Maximiliano de Almeida, com a construção da barragem de Ita e Machadinho acabaram tendo ligação asfáltica para SC, e da mesma forma, migraram para SC.

Duas perguntas se fazem necessárias: 1º) Por que ocorreu esta situação do isolamento de Erechim com parte das microrregiões? Sem dúvidas, uma delas foi a falta de representação política. Ficamos um período sem termos deputado estadual, e ainda estamos num longo período sem deputado federal. Para a maioria da população passa desapercebido, mas isto tem grande influência em nossa região; 2º) Quem discute e planeja o desenvolvimento e integração da região da AMAU?

Por incrível que pareça o Governador Leite tem um plano de colocar mais 24 novas praças de pedágios no RS para os próximos 30 anos, ou seja, em certas rodovias para cada 17 km uma nova praça. Quem deu a notícia e fez o alerta foi o nosso deputado Paparico. E pasmem, “de Passo Fundo a Erechim, 4 novas praças de pedágio, cujo custo por automóveis ficara em R$ 34,00 com cobrança de ida e volta. De Passo Fundo a Casca mais 06 pedágios, de Passo Fundo a Muçum por Marau, Casca, Guaporé, mais 06 pedágios”. Segundo Paparico “pedágio é incidência de carga tributária, o que levará ao aumento do custo de vida, seja aumento no custo do frete, das mercadorias, produção da indústria, comércio,..”. Questiona a aplicação os recursos das privatizações do CEEE, CORSAN, entre outras. Onde foi para o dinheiro?

Nossos governantes não sabem fazer mais nada se não governarem aumentando os impostos e taxas.

Se os pedágios fossem sinônimo de ótimas rodovias, até nos dariam um alento. Mas, é só ver o que acontece com a RS 153 entre Erechim a Passo Fundo. Quem transita nela semanalmente, sabe o quanto esta rodovia é um descaso, um sumidouro de recursos públicos, uma anomalia da engenharia rodoviária. Não passa 3 meses se não tem reformas em certos trechos, que passados 3 a 6 meses já estão esburacados e com costeletas na pista. Vem os reparos, feitos com asfalto colocado nos buracos de pá, carrinho de mão, sem compactação. Choveu voltam os buracos. Onde reformam ficam 6 meses para em pintar as faixas de segurança. Fizeram trechos de terceira pista nos acostamentos, e cuja faixa amarela ficou ao lado das sarjetas, um verdadeiro caos aos motoristas de caminhões pesados, que desapercebidamente fazem as curvas deixando os rodados traseiros na beira da faixa, e ao ficarem sobre a valeta, puxam a traseira dos caminhões, fazendo-os tombar.

Me informaram que há um Conselho do Pedágio da ERS 135, e que Erechim tem representante neste Conselho. Quem será o nosso representante?

 

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