Berlim
Capital alemã de 1871 a 1945 e a partir de 1990. Depois que a Alemanha perdeu a Segunda Guerra Mundial foi dividida em duas, entre a União Soviética de um lado e Estados Unidos, França e Inglaterra de outro. Um muro, em 1961, separou-as. Ele foi demolido com o fim da União Soviética e de seus países-satélites – final do seu regime – em 1990. A capital alemã, na Alemanha dividida, que havia passado para a cidade de Bonn, voltou a ser Berlim. Aconteceu, desde então, grande esforço para reconstruir a sua vida cultural desde o final da guerra.
Atenas do Rio Spree
Numa referência à cidade cultural grega. Berlim, nos anos 20 do século passado, era admirada pela sua ebulição cultural e recebeu o título ligado ao Rio Spree, que passa pela cidade. Sua população, ruas e edifícios são testemunhas dos principais acontecimentos históricos do século passado. Por meio de seus inúmeros monumentos, museus, antigas construções e escombros, que hoje são patrimônios históricos – é possível voltar ao passado e sentir de perto a dimensão e o impacto da Segunda Guerra Mundial. Berlim conta com um sistema de transporte eficiente, mas um passeio de barco, pelo Spree, é muito interessante e surpreendente. Em meio aos seus principais lugares de visitação, encontramos marcas de um passado doloroso, mas inesquecível.
O que encontrar
Com uma vida cultural intensa, firmou-se como uma cidade cosmopolita, procurada por artistas e cineastas. Ela serve de palco para filmes que conquistaram o público – de comédias dramáticas a filmes históricos. Ela é descolada e com uma vida noturna intensa. Possui pubs, restaurantes e casas noturnas para todos os gostos. Em Mitte, na Kollwitz Strasse – próxima à estação Senefelderplatz - e nos arredores da estação Hackescher Markt - encontram-se arte de vanguarda, moda, entretenimento, que garantem ótimos momentos de descontração. O antigo leste de Berlim, hoje é um verdadeiro canteiro de obras. A modernidade dos prédios em vidro e aço, aos poucos, vão substituindo o que foram as avenidas de severos e sem graça prédios da arquitetura soviética.
Rodando por Berlim
Possui um ótimo sistema de metrô e de Tram – uma espécie de bonde elétrico- e ônibus. Além de eficiente e organizado, o transporte público é econômico. Os horários não atrasam e ainda há linhas especiais de ônibus durante a noite.
Não deixe de ver: o muro de Berlim
Está localizado em frente à estação de Postdamer Platz, área completamente destruída no final da Segunda Guerra. Nesse local, foi retirada a primeira parte do muro, em 1989. Hoje, 1,5 quilômetros que restaram, são divididos em cerca de 160 painéis pintados por artistas de todo o mundo. Nessa região, há um centro de documentação para quem se interessar pela sua história.
Portão de Brandemburgo
Localizado em uma das principais avenidas de Berlim, a Unter den Linden, o principal eixo leste-oeste. Foi aberto em 1791, onde até 1918, apenas a família real podia passar pelo arco central. Nele ocorreram diversas manifestações organizadas por figuras como Napoleão Bonaparte e, em 1989, por cidadãos favoráveis à queda do Muro de Berlim. Desde esta data, o Portão se tornou símbolo da Berlim reunificada, pois ele ficava dentro dos limites do setor comunista. Na mesma avenida está localizada a tradicional Humboldt Universitat conhecida e frequentada por muitos brasileiros. Também, a Unterbela Casa da Ópera de Berlim e a Biblioteca Estadual. Tudo isso fica muito próximo das margens do Rio Spree. No final da Unter den Linden há um complexo de museus.
Victory Column
A bela estátua dourada representa a Deusa da Vitória erguida sobre uma torre que, com o monumento, totaliza 70 metros de altura. Foi construída entre 1864 e 1973, para comemorar a vitória da Prússia, então Alemanha, sobre a Dinamarca. Dentro da torre há um pequeno museu e no topo, um observatório que oferece bela vista de Berlim. A Victory Column atuou como coadjuvante em diversos filmes.
Memorial do Holocausto
Não é muito recomendado para pessoas sensíveis. O local, com 2711 blocos de concreto, foi construído para lembrar os assassinatos de judeus cometidos, em Berlim, pelos nazistas.
A ilha dos museus
Imperdível para quem tiver tempo. Fica na extremidade norte da Ilha Cölln, no Rio Spree. Destaque para o Museu Pergamon. Ele contém uma das maiores coleções do mundo de tesouros arqueológicos, incluindo o Altar de Pergamon e o Portão de Ishtar, coberto de telhas, descoberto na Babilônia. Nela também está a Catedral de Berlim- Berliner Dom. Protestante luterana foi construída de 1895 a 1905. Sua fachada foi inspirada na arquitetura do Renascimento Italiano. Localiza-se num amplo jardim verde com uma fonte. Possui um belo órgão de com 7 200 tubos, no interior, muitas tumbas e sarcófagos de nobres, políticos e pessoas importantes.
Ainda para ver
A Prefeitura, também chamada de Prefeitura Vermelha e o Reichstag – o Parlamento, conhecido como Bundestag. O Palácio de Charlottenburg – num belo e aprazível jardim. A construção é considerada um dos melhores exemplos da arquitetura barroca prussiana. Construído no século XVIII contém uma notável coleção de porcelanas e de pinturas.
Conclusão
Não dá para deixar Berlim sem conhecer a famosa KaDeWe – é a abreviatura de Kaufhaus des Westens. Uma megaloja de departamentos com 60.000 metros quadrados e oito andares. Na Europa, somente perde pela Harrods, de Londres, em tamanho e diversidade. Fundada em 1907, está localizada na Tauentziens Strasse, 21-24, 10789. Um belo templo de consumo.