Autoestima
Vários fatores têm influência no estado psicológico do idoso:
- Sentido da aproximação do fim da vida;
- A solidão que experimentam;
- Afastamento de pessoas de outras faixas etárias;
- Redução de sua capacidade financeira;
- Dependência dos cuidados de outros, familiares ou não.
Esses fatores, acabam por atingir sua autoestima e ele passa a sentir-se um fardo.
A sua condição psicológica pode agravar-se quando passa a ser alvo de muitas discriminações tanto no meio social quanto no meio familiar.
Velhice e Caridade
No Antigo Testamento, Livro de Eclesiastes, há uma exortação ao cumprimento dos preceitos divinos de amor ao próximo e a Deus (Capítulo 12, Vs 1 - 12) enquanto há tempo:
Versículo 1:
“...Lembra-te também do teu Criador nos dias da tua mocidade, antes que venham os maus dias, e cheguem os anos dos quais venhas a dizer: Não tenho neles contentamento.”
Caridade como missão
Hoje, com o entendimento e a evolução moral que alcançamos, temos a clareza suficiente para nos perguntarmos:
- Como Jesus agiria se estivesse em nosso lugar?
- Como gostaríamos que fôssemos tratados em nossa velhice?
Essas perguntas e outras que provocam reflexões, devem nos remeter a um dos mandamentos:
“Honrai a vosso pai e a vossa mãe, a fim de viverdes longo tempo sobre a terra, que o Senhor vosso Deus vos dará”. (Decálogo; Êxodos, Capítulo XX, versículo 12).
Nesse particular, orientado pelos Espíritos, Kardec nos esclarece, que a terra prometida se refere à Pátria Celeste.
Em outra passagem, que resume toda a lei de Deus, independente a quem se dirige, Jesus é enfático ao afirmar:
“...ama a teu próximo como a ti mesmo”, significando o que já mencionamos acima, que devemos tratar nosso próximo como gostaríamos que nos tratassem. (Mateus, Capítulo XXII, versículo 39; Lucas, Capítulo VI, versículo 31).
SEMPRE LEMBRANDO QUE NOSSOS PAIS, ASSIM COMO NOSSOS FILHOS, SÃO ESPÍRITOS QUE COMPARTILHAM APRENDIZADOS EM UMA MESMA EXISTÊNCIA!
Como se não fosse suficiente, ainda devemos considerar a Lei da Caridade que norteia toda a Lei Divina, pois, como afirmam os Espíritos,
FORA DA CARIDADE NÃO HÁ SALVAÇÃO.
Dessas lições, deveremos extrair a determinação, a resignação, a força de que precisamos para cumprirmos com nossa parte nesse acordo de caridade e de amor ao próximo.
E nessa fase, a aceitação deve ser adotada como regra de conduta!