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Saúde

Conhecimento na luta contra a dependência química

Neste 20 de fevereiro, Dia Nacional de Combate às Drogas e ao Alcoolismo, a melhor arma contra a doença é a informação

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A data é um lembrete da importância de compreender a dependência química como uma doença que afeta a
Por Marcelo V. Chinazzo
Foto Divulgação

A data ressalta a importância da informação como principal ferramenta no enfrentamento dessas doenças. Conhecer os comportamentos dos dependentes e de quem os acompanha — como familiares, amigos e companheiros — é crucial para compreender a situação e buscar o apoio necessário. Apenas com esse entendimento será possível combater e cuidar de quem sofre com a dependência química.

A dependência química, seja de substâncias lícitas ou ilícitas, é classificada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como uma doença. O abuso de álcool e drogas não distingue classe social, faixa etária, gênero ou etnia, configurando-se, assim, um problema de saúde pública global. A dependência leva a sérios prejuízos à saúde mental e física do indivíduo, podendo desencadear doenças psiquiátricas, como psicose e depressão, e danos aos órgãos vitais, como o fígado e o coração.

O alcoolismo é uma doença crônica

O alcoolismo é uma das formas mais comuns de dependência química. Trata-se de uma doença crônica caracterizada pelo consumo compulsivo de álcool. Os usuários tornam-se progressivamente tolerantes aos efeitos da bebida, e a retirada do álcool provoca sintomas de abstinência. A dependência pode ser alimentada por fatores como ansiedade, insegurança e o fácil acesso ao álcool. O uso prolongado prejudica a saúde mental, afetando a capacidade cognitiva, e pode levar a doenças como câncer hepático, problemas cardíacos e morte precoce.

O consumo de bebidas alcoólicas em Erechim

Dados de 2024, divulgados pelo IPC Maps, revelam que o consumo de bebidas alcoólicas em Erechim atingiu a marca de R$ 30,9 milhões, um aumento de 10,8% em comparação ao ano anterior. Este crescimento superou a média estadual e nacional. O Rio Grande do Sul apresentou um aumento de 7,35%, enquanto o Brasil registrou um crescimento de 8,7%. A classe C liderou o aumento, com uma alta de 35,7%, seguida pela classe A, com 17,3%. Por outro lado, a classe B apresentou uma queda de 6,5%.

Os impactos psicológicos do uso de drogas e álcool

A psicóloga, especialista em avaliação e reabilitação neuropsicológica, Sandy Saurin Gaieski, esclarece que o uso contínuo de substâncias altera profundamente a saúde mental do indivíduo. O transtorno por uso de substâncias resulta em alterações emocionais, como irritabilidade, impulsividade e mudanças de humor, além de déficits nas funções cognitivas. O consumo prolongado pode desencadear ansiedade, depressão e até psicose. O isolamento social agrava ainda mais esses efeitos, tornando a recuperação mais difícil.

A influência do combate ao uso de substâncias na qualidade de vida

O combate ao uso de substâncias é transformador. “Ao interromper o consumo, a pessoa melhora sua saúde mental, reduzindo sintomas de ansiedade e depressão, e restabelecendo o equilíbrio emocional”, pontua. A adoção de comportamentos adaptativos e assertivos fortalece as relações sociais, promovendo uma reintegração saudável à sociedade.

Prevenção: abordagens psicológicas no combate ao vício

Diversos fatores psicológicos contribuem para o vício, como baixa autoestima, dificuldades na regulação emocional e busca por gratificação imediata. Programas de prevenção eficazes devem se concentrar no autoconhecimento, na modificação de pensamentos disfuncionais e no fortalecimento das relações interpessoais. Incentivar atividades que promovam o bem-estar emocional é fundamental.

Desafios no processo de recuperação

Pessoas em recuperação enfrentam desafios psicológicos significativos, como lidar com os gatilhos do uso, a regulação das emoções e a reconstrução da autoestima. O isolamento social e o estigma também dificultam a reintegração. A rede de apoio social é essencial para superar esses obstáculos.

Terapia cognitivo-comportamental: a abordagem eficaz no tratamento

“A Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) é a abordagem mais eficaz no tratamento da dependência. Ao identificar e modificar padrões de pensamento disfuncionais, a TCC ajuda a pessoa a lidar com os gatilhos e a prevenir recaídas”, explica Sandy. Integrada a terapias familiares e de grupo, essa abordagem fortalece a autoestima e promove uma vida mais equilibrada e saudável.

A luta contra as drogas e o alcoolismo exige conscientização, apoio psicológico e estratégias de prevenção. Com a informação e o cuidado adequados, é possível enfrentar a dependência química e recuperar a qualidade de vida, restabelecendo vínculos sociais e familiares saudáveis. Parte superior do formulário

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