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Opinião

Os fins de semana: sábado e domingo

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Neivo Zago
Por Neivo Zago
Foto Neivo Zago

Há poucos dias escrevi um texto intitulado: “Sábado e/ou o domingo” que versava sobre qual dos dias deveria ser reservado ao Senhor. O sábado ou o domingo? Para mim, tanto um quanto outro e até mesmo os demais dias da semana, porque ao Criador pertence o tempo, o espaço; tudo!

O sábado, dentre outras atividades, para mim é o dia de ir às Feiras: A da Agricultura Familiar da Cooperativa Nossa Terra, agora funcionando provisoriamente no Seminário Nossa Senhora de Fátima. A outra é a  Feirinha do São Cristóvão. Em ambos os locais, além da compra e venda, a interlocução e a descontração entram como aditivo muito especial, no qual está embutida a empatia entre feirantes e consumidores.

Mas o sábado não se restringe a apenas isso. Sempre há algo por fazer em uma casa a não ser que a gente cerre os olhos para o que deve ser feito ou então sempre protelando: “Não deixe para amanhã, o que você pode fazer depois de amanhã”. É o período quando muitos moradores aparam a grama, lavam seus carros, ou mandam lavá-los. Dia de ir à missa para quem guarda o sábado, ou deixa para cumprir a sua obrigação no domingo.

Já, no domingo, basta fazer a caminhada, como costumamos fazer momento em que o sol já está se pondo e o calor diminuindo, para ver os resquícios do sábado à noite jogados nas ruas, nas calçadas e nos canteiros. Quanta falta de educação e de cidadania, de civilidade estampadas nas garrafas abandonadas nos passeios, em frente aos prédios e nos canteiros, quando não quebradas; lixos, sem falar dos descartes irregulares nos barrancos das rodovias.

Não bastasse isso o domingo, mormente à tarde é quando o número de veículos aumenta consideravelmente. Dentre os quais, os automóveis barulhentos, as intragáveis bicicletas motorizadas e as motos soltando ruídos abusivos. Enfim é um vale tudo sem que haja qualquer tipo de fiscalização, para quem de fato e de direito deveria fazer.

E, logicamente, nas caminhadas o caminhante precisa enfrentar tantas irregularidades, (que não são resquícios, mas condições permanentes), a começar pelas calçadas mal cuidadas, pelos meios-fios avariados, pelas tampas de bocas de lobo quebradas. Já na Avenida D. João Hoffmann então, a situação não diverge. Do lado do Seminário a terra invadindo boa parte da calçada, devido à má execução da cerca pela firma que venceu a licitação, (trabalho que qualquer incipiente auxiliar de pedreiro faria melhor), realizado ainda na primeira gestão do atual prefeito. Faltou a fiscalização de todos os envolvidos. Bastaria ter sido feito uma mureta de contenção (em torno de 30 a 50 cm para prevenir o desmoronamento), mas não foi executada.

Porém o mais preocupante, sem dúvidas é o saldo negativo que os sábados e domingos deixam: Os acidentes recrudescem deixando rastros de danos materiais e, o pior, ceifando vidas de jovens e adultos, a maioria dos quais perecem por exageros no volante, não raramente impulsionados pelo consumo de álcool ou de drogas que não se coadunam com o hábito de dirigir. Sem falar nos homicídios, feminicídios, entre outras mortes, paradoxalmente quando o lazer saudável, a convivência familiar, deveria prevalecer nestes dias. Particularmente, embora alguém possa achar insano, acho que deveria haver um limite, uma espécie de toque de recolher. Afinal, por que não começar os bailes, festas e afins, mais cedo nos sábados bem como, mais cedo terminarem no domingo de madrugada? Tenho certeza se tal medida fosse tomada ela encontraria guarida em muitas pessoas que também compartilham esta ideia.

E outra vez o Ypiranga, o time de um centroavante de exceção (que não deverá permanecer) “quase” se classificou para as semifinais. Foi ajudado pelo São José, mas não se ajudou. Será que vai ficar no “quase” mais uma vez para a vaga da Copa do Brasil?   

P.S.: Com alguma frequência recebo “feedbacks” de leitores como é o caso do colega da AEL radialista entre outros predicados, o Ademir da Rosa sempre fazendo uma leitura intensiva e extensiva deste espaço. A ele e a você leitor silente o meu apreço.

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