Ao longo dos últimos anos a Economia Criativa vem se tornando um pilar fundamental para o desenvolvimento sustentável e a inovação nas sociedades. Atualmente, pode se dizer que estamos passando por uma mudança social, qual seja, a deixa da era industrial para a era do conhecimento, e nesse novo contexto, a criatividade, o conhecimento, a conectividade e a inovação estão mudando a forma como vivemos e dando um novo impulso à economia global conforme explica a economista e diplomata Edna dos Santos-Duisenberg.
Conforme pesquisa feita pelo Itaú Cultural, no Brasil, o mercado das Industrias Criativas já representa 3,11% do PIB e emprega cerca de 7,5 milhões de pessoas. Em um mundo cada vez mais globalizado e digital, a economia criativa oferece oportunidades para diversificação econômica, geração de empregos e fortalecimento da identidade cultural.
A economia criativa tem o potencial de fomentar o crescimento econômico e a geração de empregos, ao mesmo tempo em que promove a inclusão social, a diversidade cultural e o desenvolvimento humano, criando um elo com as chamadas “indústrias criativas”. E, é exatamente através deste movimento, que se destaca por valorizar a criatividade, a cultura e o talento humano, transformando ideias em produtos e serviços que geram valor econômico e social.
O conceito de indústrias criativas é recente, mas podem ser definidas como o ciclo de criação, produção e divulgação de bens ou serviços comercializáveis, que usam a criatividade como insumo principal.
A UNCTAD (Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento). Indica que as indústrias criativas vão do artesanato tradicional, da literatura, das artes visuais e do espetáculo, aos campos mais voltados à tecnologia, como os serviços audiovisuais, o design e as novas mídias.
A Conferência inclusive, classificou as indústrias criativas em quatro categorias amplas, sendo elas:
Patrimônio cultural: Artesanato, expressões culturais tradicionais, festivais e celebrações;
Artes: Pintura, escultura, fotografias, música, teatro e dança;
Mídia: Livros, imprensa, cinema, rádio e televisão;
Criações Funcionais: Conteúdo digital, software, jogos, animações, design gráfico, design de moda, propaganda, arquitetura, etc.
Após o período pandêmico foi possível perceber a valorização da sociedade por eventos culturais e, em Erechim notou-se uma crescente demanda da população por espaços de convívio, eventos e feiras, resultando no surgimento de novos locais que suprissem essa necessidade, pensados e organizados tanto pelo poder público, quanto por associações e iniciativa privada.
Neste contexto, para impulsionar o setor da economia criativa em nossa comunidade é imprescindível a participação do Poder Público e, por isso, na recente reforma administrativa foi alterada a nomenclatura da secretaria passando a se chamar Secretaria de Cultura, Esporte e Economia Criativa.
Logo, estando a frente das demandas entendemos que a Economia Criativa é uma opção extremamente viável para a promoção do desenvolvimento humano sustentável, melhorando a qualidade de vida das pessoas, uma vez que faremos a aliança entre o crescimento econômico local (potencial crescente já existente), com o setor cultural e criativo, tão sensível e importante, visando a melhora da qualidade de vida da população e sendo determinante para a permanência de seus habitantes e convite para novos moradores.