SUÉCIA – GOTLAND- Esta é a maior ilha do Mar Báltico, localizada a 90 km a leste da Suécia continental. Pertenceu, antigamente, à Dinamarca. Com 3 100 quilômetros quadrados, a grande ilha sueca encanta e é famosa por ser totalmente ensolarada. Ela se caracteriza pela variedade de paisagens. São florestas abertas que se parecem com parques, pradarias conservadas à moda antiga, falésias vertiginosas e praias de areia fina. Muito importante por conter riquezas arqueológicas. Possui pedras rúnicas ilustradas, erguidas ao longo das estradas ou em cemitérios gravadas entre os séculos III e IX. Contam histórias em muitos atos em que figura, entre outras, uma cena de sacrifício.
A LINGUAGEM DAS INSCRIÇÕES EM PEDRA- Entre suas grandes riquezas, a Escandinávia guarda inscrições rupestres que vão da pré-história até a época viking. Milhares de desenhos e inscrições evocam acontecimentos importantes ou crenças antigas. As obras, criadas com lâmina e martelo e contornadas por uma linha vermelha, em geral, representam animais. É possível identificar alces, ursos, renas, focas e pássaros marinhos. Existem também representações de homens e embarcações. As inscrições são consideradas como patrimônio mundial da Unesco. Personagens esboçados e cenas entremeadas dificultam a interpretação dos temas, mas provavelmente evocam a vida religiosa e as preocupações metafísicas.
ARTE EM MADEIRA – Os escandinavos eram mestres na madeira. No decorrer dos séculos, continuaram desenvolvendo sua arte. Barcos, casas e igrejas são a prova desse rico passado, que alimenta até os dias de hoje uma criatividade excepcional. Na Ilha de Gotland, do início do século VIII, há uma mostra de um navio de vela quadrada. As embarcações eram sólidas e largas em madeira de carvalho. A proa dessas embarcações era idêntica à popa, o que permitia avançar para a frente ou para trás indiferentemente. No século XIV, havia mais de mil igrejas em madeira. A maioria desapareceu, destruídas por incêndios ou por movimentos que as consideravam pagãs. As restantes foram restauradas no século XIX. Hoje, não existem mais muitas dessas igrejas, na Escandinávia.
GOTLAND E A SUA CAPITAL VISBY- Muito ligados a seu passado, os escandinavos conservam a história viva em cidades antigas impressionantemente bem preservadas, para grande prazer dos turistas. VISBY, é um refúgio nessa ilha de história medieval. Parece ser uma ilha misteriosa surgida nas águas escuras do Mar Báltico a sudeste de Estocolmo- capital da Suécia. Maior ilha sueca com 125 km de comprimento e está integrada oficialmente ao país dede 1679. No passado, foi um estratégico centro de comércio. Hoje, oferece tranquilidade e prados exuberantes, verdadeiros tapetes de orquídeas com mais de 35 variedades. Flores silvestres e papoulas completam a obra. Também existem pântanos desérticos e muralhas de pedra.
ILHA DOS TESOUROS- Em nenhum outro lugar da Suécia foram descobertos tantos tesouros medievais. Cerca de 100 igrejas rurais, de arte medieval, estão ainda intactas. Propriedades agrícolas autênticas que remontam ao século VI. Em alguns lugares do litoral, espetaculares colunas de pedra, os chamados “penedos do mar” foram talhadas no calcário pelo vento. Elas pontilham um litoral marcado por extensas praias vazias, pequenas aldeias de pescadores e íngremes penhascos.
VISBY- É a cidade que estava na rota do grande comércio do Báltico e Mar do Norte – a histórica Liga Hanseática. Hoje, é uma relíquia viva do apogeu da ilha , no século XIV, quando esta era um território independente. Naquela época, Visby possuía 16 igrejas, muralhas de pedra, com mais de 3 km cercavam a cidade e havia 44 torres de vigilância. Estas estão muito bem conservadas e podem ser comparadas com as da famosa cidade medieval de Carcassone, na França.
CIDADE DOS FESTIVAIS – Visby, no verão, torna-se a capital dos festivais, na Suécia, com sua importante vida artística e cultural. O lendário diretor Ingmar Bergman morou ali e realizou filmes na Ilha de Gotland. Em agosto, acontece a Semana Medieval anual. Durante esse evento, os cidadãos cuidam dos seus afazeres vestidos com trajes coloridos típicos da época, muitos em rico veludo. Os menestréis e o teatro de rua levam a cidade de volta aos dias do seu apogeu comercial, quando ela era tão vibrante, rica e poderosa quanto Londres e Paris.
O ANTIGO E O CONTEMPORÂNEO – Na Ilha de Gotland, as casas mais antigas foram restauradas com bom gosto e fidelidade. É o caso do Wisby Hotell, o lugar mais simpático da Ilha. Uma edificação do século XIX, restaurada, localizada no centro histórico. Na curta temporada de verão, o centro pode ficar lotado, mas mais no interior, permanecem muitas vagas. A restauração do patrimônio é muito onerosa, mesmo assim é realizada, pois os moradores são bem apegados a seu passado, dedicando-se tanto quanto possível a mantê-lo vivo. Museus e butiques ocupam casas no centro histórico, convidando o visitante a descobrir o local e suas tradições.
CONCLUSÃO – VISBY, na Ilha de Gotland, é uma das joias do patrimônio urbano sueco. Nesta velha cidade, o visitante é transportado para um outro tempo e espaço. Áreas reservadas a pedestres, ciclistas almos e respeitados e uma perfeita mestria da arte da restauração. A isso vem se somar uma natureza praticamente onipresente.