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Opinião

A velhice nos outros

Parte IV

teste
União Espírita
Por UNIÃO MUNICIPAL ESPÍRITA ERECHIM-RS
Foto UNIÃO MUNICIPAL ESPÍRITA ERECHIM-RS

Assistência aos idosos no âmbito familiar

(Continuação)

Vejamos a resposta à questão 685-a de O Livro dos Espíritos, quando Kardec pergunta:

 “685...

  a)

- Então, o que há de fazer o velho que precisa trabalhar para viver e não pode?

- O forte deve trabalhar para o fraco. Não tendo este família, a sociedade deve fazer as vezes desta. É a lei de caridade.”

No Brasil, há inúmeros programas e grupos de assistência aos idosos, com promoções de passeios, viagens, cursos da terceira idade. Há até a Universidade da Terceira Idade, como fator de autoestima para os idosos.

Enquanto nossos velhos (dito carinhosamente) estão envolvidos com esses grupos de idosos, ficamos à margem, satisfeitos, felizes por vê-los aproveitando essa fase.

No entanto, ao menor contratempo que resulta na limitação de movimentos, seja face uma doença ou a um episódio fortuito (queda com consequências desastrosas que os colocam imobilizados), nos desesperamos.

Uma situação dessas pode nos pegar de surpresa e nossos planos pessoais fatalmente serão afetados.

Nesse momento inicia nossa maior prova de resistência moral e afetiva.

É nesse momento, talvez, que a tarefa de amparo exigirá mais de nós.

Propiciar abrigo, boa alimentação, assistência médica é relativamente fácil, porém, colocar-se no lugar do outro, ter empatia, entender suas angústias, suas aflições, seu desânimo, requer constantemente reposição de forças, paciência, indulgência, compreensão, tolerância E, REPETIMOS: MUITA PACIÊNCIA...

Forças essas que deveremos buscar nas preces dirigidas ao Alto, pedindo que nos fortaleça, que nos ampare e em nossas próprias atitudes.

Devemos assumir conscientemente a tarefa de amparo a esses queridos, para que não nos arrependamos depois.

Para que nossa consciência não nos cobre por algo que já não podemos fazer, por já terem partido.

Devemos lembrar que nossos velhos têm passado, presente e futuro.

Nossos velhos, “Depois de ‘perderem’ aqueles que mais amam (seus pais, irmãos, tios e até esposos/esposas), tiveram força de continuar a viver, por seus filhos e netos.

E NÃO É JUSTO QUE EM TROCA RECEBAM O DESPREZO, A INDIFERENÇA...

Se vamos praticar a caridade, que iniciemos com nossos familiares.

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