21°C
Erechim,RS
Previsão completa
0°C
Erechim,RS
Previsão completa

Publicidade

Opinião

A nova cultura denominada “woke”

“estamos vivenciando uma nova guerra cultural”

teste
Roberto Ferron
Por Roberto M. Ferron – Consultor Florestal/Ambiental
Foto Roberto M. Ferron

Nos últimos anos temos visto diariamente a divulgação pela mídia de “novos termos ou palavras”, como covid, globalismo, golpismo, lulismo, bolsonarismo, atos antidemocráticos, fake news, cultura woke, inteligência artificial, masculinista, supremacistas, transfobia, misógino, nom, LGBTQIAPN+, entre tantas outras.

Nessa torre de babel que estamos metidos, já dizia minha avó “é o fim dos tempos”.

O mundo, o Brasil, os Estados e Municípios estão polarizados entre duas forças políticas. Nos EUA tem somente dois partidos, os democratas e os republicanos. Mas, em nosso país temos 29, e no final há duas correntes que se digladiam.

O que significa a palavra woke? Sua pronuncia em inglês é wouk, que é um termo politico de origem afro-americana, que se refere a percepção e consciência das questões relativas a justiça social e racial. O termo deriva da expressão em inglês “stay woke” – continue acordado ou desperto.

No final da década de 2010, woke foi adotado como uma gíria mais genérica, amplamente associado a politicas identitárias, causas socialmente liberais, feminismo, ativismo LGBT, cultura afro-americana e questões culturais. Seu uso generalizado acorreu a partir de 2014, resultado do Movimento Black Lives Matter com origem no EUA, que quer dizer “vidas negras importam”.

Segundo o autor, “ambas as forças direitistas denominam esse movimento liberal (capitaneado pelo Partido Democrata dos EUA) de “cultura woke”. Woke de “acordei”. Em artigo da BBC de novembro de 2022, podemos entender que “algumas pessoas se autodefinem como alguém woke, ou atento contra a discriminação e a injustiça, outros utilizam o termo como insulto. (…) Para algumas pessoas, ser woke é ter consciência social e racial, questionando paradigmas e normas opressoras historicamente impostas pela sociedade. Já para outros, o termo descreve hipócritas que acreditam que são moralmente superiores e querem impor suas ideias progressistas sobre os demais.”

Continua “antes de classificar essa nova cultura como algo positivo ou negativo, é preciso entender primeiro o fato de que em pouquíssimo tempo toda a maquinaria liberal mundial começou a absorver essas lutas. Músicas, livros, novelas, agências de notícias, celebridades, propagandas, influenciadores e filmes infantis passaram a criar narrativas inclusivas tomando completamente as rédeas das lutas históricas dos movimentos “identitários” e excluindo delas, a luta de classes. No Brasil, a TV Globo é sua principal representante, e no mundo, Hollywood. O filme sobre a boneca Barbie é paradigmático – em 2018, a empresa Mattel atingiu seu menor lucro da história, e sua boneca, considerada um ícone do controle dos corpos femininos, teve suas menores vendas. A partir disso é criado um plano de reposicionamento de marca, contratada a diretora mais “cult” e feminista do momento para absorver as críticas, e relançá-la como uma nova boneca “feminista”, se tornando um fenômeno mundial. Assim, em segundos, a extrema direita liberal absorve a pauta e obriga as forças de esquerda a defenderem uma mercadoria ideológica ou então uma TV capitalista, frente aos ataques da outra extrema direita tradicional.

Ainda, “na era onde a dominação cultural capitalista é cada vez mais ampla, mais sofisticada, difusa, individualizada e mundial, a construção de um aparato contra hegemônico pela esquerda é urgente. Aparato que deve levar em conta múltiplos níveis de recepção. Atuando junto às elites culturais e econômicas, mas também às camadas populares. Valendo-se de inteligência artificial, big data, filmes, músicas, exposições, mas também de templos evangélicos e até programas policialescos, por exemplo. Modulando discursos, criando empatia, afetos, cultura e arte, trabalhando os níveis de comunicação, até conquistar musculatura para disputar culturalmente a sociedade e parar de cair na armadilha das duas extremas direita”.

Considera-se que estamos diante de uma guerra cultural contemporânea, uma disputa mais complexa entre a esquerda e a direita, com atuação política forte no campo cultural, e com o uso de uma grande engenharia de narrativas para confundir a população.

E como dizia aquele velho gaúcho, “o que tenho a ver com isto”. Pouco ou nada, mas nossos filhos estão dentro deste novo turbilhão que assola as famílias, que é considerada a base de uma sociedade.

Publicidade

Blog dos Colunistas

;