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Opinião

Memórias de viagem

Mar Báltico – Países Escandinavos – Suécia – Estocolmo 2

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Marlei Klein
Por Marlei Carmen Reginatto Klein
Foto Marlei Carmen Reginatto Klein

Suécia – Capital Estocolmo - Quando da visita a Estocolmo é imperdível a visita ao Museu dedicado ao navio VASA. Este foi a mais poderosa embarcação de guerra construída para mostrar o poder de um povo. Alçado do fundo do mar, após ter naufragado em sua primeira viagem, o Vasa foi admiravelmente restaurado. No museu dedicado a ele, podem-se descobrir os mínimos detalhes de um navio de guerra do século XVII.

Vasa, a história de um navio - Foi construído um museu – o Museu Vasa - especialmente para abrigar o famoso galeão e seus pertences. A realidade é muito grande, principalmente pela possibilidade de entrar no navio e conferir todas as suas partes – seus vários andares e locais. O Vasa foi encomendado pelo Rei sueco Gustavo Adolfo II, em 1625. Levou três anos para ser construído. Deveria ser a maior e mais bonita embarcação de todos os tempos para assustar seus inimigos, não somente pelo seu tamanho e número superior de canhões, mas também pela riqueza de sua ornamentação.

A viagem primeira - Em 10 de agosto de 1628, o galeão deixou o porto, no Mar Báltico, com seus 64 canhões de bronze atirando em clima de festa. A bordo, 150 tripulantes, entre eles mulheres e crianças. A poucos metros do cais, um vento adernou o navio, mas este se estabilizou. Uma segunda rajada, um pouco mais forte, fez com que adernasse para o lado contrário e a água começou a entrar pelas escotilhas dos canhões. Em terra, espectadores, horrorizados, viram o navio afundar. Morreram de 30 a 50 pessoas, as restantes foram resgatadas, conforme registros da época. De quem foi a culpa?  O Rei solicitou um andar a mais e canhões mais pesados, pois havia rumores de que um navio similar estava sendo construído por seus inimigos. O capitão do navio jurou que a tripulação estava sóbria, todos tinham vindo da igreja diretamente para a inauguração.

Causas do afundamento - O projetista do navio falecera, mas o novo responsável construiu a embarcação conforme o planejado, e, ambos, tinham grande experiência no ramo. Foi detectada uma instabilidade na fase dos testes, mas não lhe foi dada maior importância. Cada navio com projeto diferente era uma nova experiência. Hoje, sabemos que havia erros nas tabelas de cálculo vigentes na época. Ou seja, cada um teve a sua parcela de culpa. No inquérito ninguém foi condenado.

Resgates dos canhões - O mais surpreendente foi o resgate dos canhões, em 1660. Enrolados em roupas de couro, mergulhadores enfrentaram a água gelada dentro de sinos emborcados e, com o ar armazenado dentro destes, usaram ganchos de ferro, recuperando mais de 50 canhões, que eram de bronze. O restante permaneceu submerso por 333 anos.

A volta do Vasa à superfície - Em 1961, ele voltou à superfície com 95% do seu casco original preservado. O que no século XVII foi considerado um fracasso, é hoje uma das maiores atrações turísticas do mundo. O navio Vasa levou três anos para ser construído e foi concebido para ser a maior e mais bonita embarcação de todos os tempos.                          

Ressurreição do Vasa - Maior atração de Estocolmo, o Museu Vasa foi batizado com o nome do navio de guerra que o Rei Gustavo Adolfo II mandou construir, em 1625. Isto aconteceu pouco antes da Guerra dos Trinta Anos – esta foi um confronto entre países europeus de 1618 a 1648 – principalmente por motivos religiosos. Como foi já comentado, mal abriu as canhoneiras para lançar uma salva comemorativa, naufragou. Durante três séculos e meio, os destroços permaneceram no fundo do porto. Eles foram descobertos por um mergulhador. O navio foi remontado com seus milhares de objetos. Pacientemente restaurado, esse navio de 62 metros ergue, orgulhoso, sua proa e sua popa folheadas a ouro e exibe mais de 700 esculturas e gravuras em madeira. Podem-se observar ali, tanto a cabine dos oficiais, na qual doze homens dormiam com pouco conforto, quanto os pequenos pertences do marinheiro de longo curso, tais como um cofre com um cachimbo e símbolos cristãos como cruzes.

O museu do Vasa - A sua visita pode durar um dia inteiro. Além de conhecer todo o galeão internamente, há muitas exposições relacionadas a ele. Muitas lojas, um restaurante de luxo e um filme sobre o Vasa em 16 línguas. O local é muito agradável, mas sempre lotado por pessoas do mundo todo. A visita ao Museu é um dos programas mais importantes, em Estocolmo.                      

Curiosidades sobre Estocolmo - Nos dias de sol, os moradores de Estocolmo invadem as “praias” próximas ao centro, como o gramado em frente à Prefeitura.

No sul da cidade, há uma construção em forma de globo, que cobre todo um estádio. Ela é a maior em estilo circular do mundo. Nela se realizam competições esportivas e espetáculos musicais.

A Ilha de Fjärderholmarna, no arquipélago de Estocolmo, possui belas casas, em frente das quais seus proprietários atracam seus barcos.

Navegar nas águas do arquipélago de Estocolmo é um grande prazer. Aqui, os viajantes descobrem lugares encantadores, como o castelo de Drottningholm, ocupado pela família real sueca. O parque Rälambshov é um dos lugares preferidos dos moradores de Estocolmo para um passeio de bicicleta.

Conclusão - Estocolmo é uma união entre o antigo e o moderno. No feriado da Independência da Suécia, em junho, as ruas de Estocolmo ficam enfeitadas de azul e amarelo, as cores da bandeira sueca. O seu povo ama a sua cidade e seu país. Nos prédios, nos seus altos, sempre estão tremulando bandeiras e também, em muitas residências. A cidade é incrivelmente limpa e florida. Possui um calçadão gigantesco com centenas de lojas e restaurantes. Estes são para todos os gostos. De ônibus, metrô ou a pé pode-se conhecer o Instituto de Pesquisa dedicado à dança, o Teatro da Ópera, o Mercado estilo brique, além das variadas lojas da rua para pedestres. Ainda no centro, fica o Bar de Gelo do Sea Nordic Hotel. Todo seu interior, que parece um iglu, inclui mesas e copos feitos de gelo. Mas não é possível lá permanecer mais do que 20 minutos, pois os pés começam a congelar. Os abrigos são oferecidos ao entrar e o ingresso vale um drinque.

 

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