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Opinião

O tempo das mudanças climáticas é passado!

O Rio Grande do Sul foi palco de uma das maiores tragédias climáticas brasileiras e, com seus 497 municípios, apenas 232 municípios realizaram suas conferências municipais. Infelizmente, Erechim está no grupo dos ausentes.

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Joao Paulo Bezerra
Por Por João Paulo Peres Bezerra - Professor adjunto da UFFS Erechim
Foto Divulgação

O tempo das mudanças climáticas é passado, vivemos a emergência climática, que requer políticas públicas adequadas. Corremos o risco concreto de destruirmos, agora, no presente, um futuro ambientalmente sustentável, economicamente viável e socialmente equânime.

Vivenciaremos com mais intensidade os eventos climáticos extremos, as ondas de calor elevadas, com estiagem, secas e incêndios; vendavais, precipitações severas e granizo; alagamentos, inundações e enchentes; movimentos de massa, desmoronamentos e todos os seus impactos na vida humana e na economia.

A Ciência comprovou a correlação das atividades econômicas e a alteração das dinâmicas climáticas e meteorológicas. O Relatório 6 (AR6-2023) do Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas -IPCC, afirma, existe contribuição antrópica (atividade humana) no aquecimento do planeta em 1,1°C, suficiente para desencadear um novo normal climático: a Urgência Climática e seus recorrentes eventos extremos. Tais alterações fomentam a intensidade e podem aumentar o tempo de recorrência dos eventos climáticos extremos, que, ao atingirem cidades “desplanejadas” e áreas rurais, historicamente, causam grandes prejuízos e, em muitos casos, interrompendo vidas.

E sabemos o quão destrutivos e letais eles podem ser. É tempo de agir e planejar! Na escala municipal, é preciso focar no perímetro urbano e nas bacias hidrográficas rurais. Assim, é fundamental a participação e o controle social nos processos de gestão pública para garantir a boa governança ambiental, a transparência efetiva no uso do erário e a descentralização das decisões. Ambos elementos centrais para adaptar os municípios às novas dinâmicas do tempo/clima e buscar resiliência socioambiental, mitigando efeitos negativos dos eventos extremos.

Neste sentido, a 5°Conferência Nacional de Meio Ambiente (CNMA) vem sendo realizada no Brasil com o tema “Emergência Climática”. Este é o momento fundamental para construção de soluções, a partir do diálogo, com diversos setores da sociedade brasileira.

Nesta edição, a 5° CNMA traz as seguintes pautas: Mitigação; Adaptação e Prevenção a Desastres, Transformação Ecológica, Justiça Climática e Governança e Educação Ambiental. Esta conferência, preferencialmente, é organizada pelo Poder Público municipal com vistas a promover um evento de formação e propostas da sociedade, extraindo os principais desafios de cada município.

Esta síntese é levada para a Conferência Estadual, que ocorreu nos dias 11 e 12 de março em Porto Alegre, onde foi elaborado um diagnóstico estadual a ser debatido na 5° Conferência Nacional de Meio Ambiente em 21 de maio/25.

O Rio Grande do Sul foi palco de uma das maiores tragédias climáticas brasileiras e, com seus 497 municípios, apenas 232 municípios realizaram suas conferências municipais. Infelizmente, Erechim está no grupo dos ausentes.

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