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Opinião

Não, não e não

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Clovis Lumertz
Por Clóvis Lumertz – Empresário
Foto Clóvis Lumertz

Desde pequenos, somos bombardeados por uma sinfonia de “NÃOS”.

“Não mexe aí!”, “Não pode!”, “Não dá!”, “Não agora!”, “Não porque não!”. Uma verdadeira enxurrada de proibições que nos molda sem que a gente perceba. A infância, na prática, é um treinamento intensivo para ouvir negativas sem contestação.

Você lembra do primeiro “não”? Quer subir na árvore? Não pode! Quer mais sobremesa? Não dá! Quer ficar acordado até tarde? Nem pensar! E assim vamos aprendendo que o “NÃO” é uma barreira intransponível, uma muralha invisível que separa o mundo dos sonhos do mundo real.

O problema é que essa mentalidade nos segue até a vida adulta. E quando um vendedor, treinado desde a infância a temer o “NÃO”, ouve um cliente dizer “não estou interessado”, ele encolhe, recua, desiste. É como se ouvisse a voz da mãe lá do fundo: “Já falei que não!”. Mas e se tivéssemos aprendido a contestar os “NÃOS”? E se, ao invés de baixar a cabeça, tivéssemos aprendido a perguntar “Por quê?”, “E se for de outro jeito?”, “O que eu posso fazer para mudar isso?”.

Ser vendedor é, antes de tudo, reaprender a negociar com o mundo. O “NÃO” do cliente não é um ponto final, mas um convite à conversa. Afinal, se tivéssemos desistido de tudo na infância só porque alguém disse “NÃO”, estaríamos até hoje sem saber andar, sem comer sozinhos e sem descobrir que, às vezes, o “não pode” pode, sim. Só precisa do jeito certo. Então, vendedores do mundo, lembrem-se: cada “NÃO” da infância era um treino. Agora é a hora de reescrever o roteiro e mostrar que pra quem já tem um “NÃO”, todo “NÃO” pode ser o começo de um grande “SIM”.

 

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