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Saúde

COE define estratégias de prevenção e combate ao Aedes aegypti

Erechim registrou 58 dos 7.619 casos confirmados em todo o Rio Grande Do Sul

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Reunião do COE realizada em 16 de abril
Por Assessoria de Comunicação
Foto Arthur Vargas/SES-RS

O Centro de Operações de Emergência (COE) realizou uma reunião nesta quarta-feira, dia 16, reunindo diversas entidades públicas para alinhar ações de enfrentamento ao mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, chikungunya e zika. A mobilização ocorre no momento em que o Rio Grande do Sul enfrenta o pior cenário de dengue de sua história, com 281 óbitos e mais de 208 mil casos registrados apenas em 2024.

A secretária estadual da Saúde, Arita Bergmann, ressaltou que, embora os números atuais sejam melhores que os do ano passado, a situação segue preocupante. “Necessitamos dessa união de esforços para conter o avanço da doença”, frisou.

Segundo o coronel Santiago Soares Dias de Castro, subchefe da Defesa Civil do Estado, o sistema estadual está atento e comprometido em trabalhar junto à Saúde para mitigar os impactos causados pelo mosquito, especialmente nas cidades atingidas pela estiagem, onde o armazenamento de água em cisternas se torna um fator de risco.

Situação em Erechim e no Alto Uruguai

Na região de Erechim, os dados mais recentes apontam 58 casos confirmados de dengue desde janeiro, sendo 46 autóctones, ou seja, contraídos dentro do próprio município. Não houve registro de óbitos, mas 142 notificações ainda estão em investigação.

Toda a região do Alto Uruguai demanda atenção. Mesmo sem nenhum óbito, foram 786 notificações, com 173 casos confirmados (114 autóctones) e 296 ainda em análise.

As autoridades alertam para a importância de manter e reforçar as medidas de prevenção.

Capacitação e informação como estratégia

Entre os pontos debatidos na reunião do COE está a formação e capacitação de gestores e equipes de saúde, especialmente em um ano de transição nas administrações municipais. Outro foco é a comunicação com a população e os profissionais de saúde, com orientações claras sobre prevenção, sintomas e condutas diante de suspeita da doença.

Alerta para chikungunya

Além da dengue, a chikungunya tem ganhado destaque nas preocupações da Saúde. Um alerta epidemiológico recente do Centro Estadual de Vigilância em Saúde (Cevs) destacou o aumento de casos no RS, com destaque para o município de Carazinho, que já soma 116 casos e um óbito.

Sintomas e orientações

A dengue costuma causar febre alta de início súbito, dor atrás dos olhos, no corpo e nas articulações, além de mal-estar, náuseas, vômitos e manchas vermelhas na pele. Já a chikungunya se caracteriza por febre intensa e dores nas articulações, que podem ser incapacitantes.

Em ambos os casos, a orientação é a mesma: procurar atendimento médico, evitar a automedicação e manter-se hidratado. A prevenção segue sendo a melhor arma. Eliminar locais com água parada, onde o mosquito se reproduz, é fundamental.

 

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