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Saúde

Epilepsia: o conhecimento é a melhor resposta

A doença é uma condição que atinge milhões de pessoas ao redor do mundo

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O médico faz perguntas sobre as crises e analisa o histórico da pessoa, além de pedir alguns exames
Por Assessoria de Comunicação
Foto Divulgação

A epilepsia é uma doença neurológica causada por alterações na atividade elétrica do cérebro. Essas alterações provocam crises epilépticas que podem ocorrer repetidamente ao longo da vida. As crises variam bastante: algumas duram poucos segundos e causam uma breve "desconexão" da realidade, enquanto outras envolvem convulsões intensas.

Sintomas

Os sintomas mudam conforme o tipo de crise. Nas crises generalizadas o cérebro inteiro é afetado podendo causar perda de consciência, contrações musculares, salivação excessiva ou rigidez corporal. Nas crises parciais (ou focais), apenas uma parte do cérebro é afetada, podendo causar movimentos involuntários em partes do corpo ou sensações incomuns, como formigamentos. E, nas crises de ausência, que são rápidas e sutis, a pessoa fica com o olhar fixo, parecendo "desligada" por alguns segundos.

Causas

A epilepsia pode ter várias origens como fatores genéticos (hereditários), lesões cerebrais (traumatismos, AVC, tumores), infecções com febre alta, como meningite, uso ou abstinência de substâncias e doenças genéticas que afetam o cérebro.

Ajuda durante uma crise

Presenciar uma crise pode ser assustador, mas saber o que fazer é fundamental:

- Chame o serviço de emergência: mesmo que a crise passe rápido, o atendimento médico é importante;

- Mantenha a calma: sua tranquilidade ajuda a pessoa e quem estiver por perto;

- Proteja a pessoa: afaste objetos perigosos e coloque algo macio sob a cabeça dela;

- Não a segure: deixar os movimentos acontecerem evita machucados;

- Vire a pessoa de lado: isso facilita a respiração e previne engasgos;

- Não coloque nada na boca dela: isso pode causar ferimentos sérios.

Após a crise

Fique com a pessoa até que ela esteja completamente consciente e tranquila. Não tente acordá-la à força. Aguarde que recupere os sentidos por conta própria e evite dar alimentos ou líquidos até que esteja totalmente alerta.

Cura

A epilepsia não tem uma cura definitiva, mas muitas pessoas conseguem viver bem com a condição. O controle das crises pode ser feito com medicamentos, mudanças de hábitos, e, em alguns casos, cirurgia.

Diagnóstico

O diagnóstico começa com a análise do histórico das crises. Exames como o eletroencefalograma (EEG) e a ressonância magnética ajudam a identificar a origem das alterações cerebrais.

Tratamento

O tratamento principal é medicamentoso. O médico ajusta o tipo e a dose do remédio conforme a resposta do paciente. Em casos mais complexos, pode-se recorrer à cirurgia, dieta cetogênica ou estimulação do nervo vago. O acompanhamento médico constante é essencial para o sucesso do tratamento.

Por que é importante falar sobre epilepsia?

Falar sobre epilepsia é uma forma poderosa de combater o preconceito e apoiar quem vive com a condição. A informação salva vidas e transforma atitudes. Saber como agir durante uma crise e respeitar os limites de quem convive com a epilepsia são atitudes simples que fazem toda a diferença.

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