A ecologia e os escandinavos
Para os escandinavos, que vivem em uma paisagem excepcional, ecologia é palavra muito séria. Se a natureza lhes oferece inesgotável cenário de aventuras, eles se mostram bastante preocupados com o respeito ao meio ambiente. Eles dispõem de grande vantagem na proteção a ele: suas principais indústrias praticamente são não-poluentes. A energia hidráulica permite alimentar empresas como as indústrias de papel e metalurgia. Buscam não lançar nuvens venosas na atmosfera e muito aproveitam a força dos rios. A Dinamarca milita pela proteção ambiental na Europa e no mundo. Seu conhecimento sobre o assunto beneficia os países bálticos e a União Europeia. Esta, hoje, cumpre exigências de modernizar ou mesmo desativar suas fábricas mais poluentes.
Pontes sobre o mar
Na paisagem nórdica, caracterizada por inúmeras ilhas, rios e canais, as pontes são um elemento dominante. Elas garantem a continuidade da malha rodoviária extremamente desenvolvida, que permite atravessar de um lado a outro toda a Escandinávia. Essas construções representam muitas vezes um verdadeiro desafio técnico.
O Estreito de Stone Baelt
Até pouco tempo, as duas metades da Dinamarca eram separadas pelo Stone Baelt, um estreito de 18 km de largura. Durante dois séculos, sua travessia era feita em “ferry-boats”. Os passageiros e as toneladas de mercadorias faziam dela a linha marítima mais frequentada do país. Contudo, os invernos rigorosos e a violência das tempestades interrompiam a travessia. Em 1986, o Parlamento dinamarquês decidiu construir uma ponte sobre o estreito. Levaram 12 anos para ser concluída. Composta de três segmentos, a ponte permite que se atravesse em apenas dez minutos, de trem ou de carro. Um túnel submarino de 6,6 km – a ponte baixa- e liga as costas por trem – túnel ferroviário. O terceiro segmento é uma ponte suspensa reservada a carros. A ponte funciona sem interrupção, sem temer as tempestades ou as marés.
Um velho sonho – Ligar a Dinamarca à Suécia
Em agosto de 1999, ocorreu um encontro histórico com a inauguração da ponte sobre o estreito de Oresund que ligou a Dinamarca com a Suécia. É a maior ponte ferroviária e rodoviária da Europa. A travessia é realizada em apenas meia hora! Nesse dia, ocorreu um encontro histórico entre o príncipe dinamarquês Frederick e sua prima, em segundo grau, a princesa sueca Victoria. Cada um dos soberanos percorreu a metade do caminho desde a margem de seu país para se encontrar no meio do estreito. Os dois países estão agora efetivamente ligados. Essa região é uma grande fonte de influência econômica.
A ponte sobre o Estreito de Oresund
Ela liga Copenhague a Malmö – Suécia – sobre o estreito de Oresund – em 16km. É uma das maiores obras de infraestrutura na época moderna. Trabalharam na obra cerca de 5.500 pessoas. Sempre preocupadas com a ecologia, a Suécia e a Dinamarca impuseram normas de construção muito rígidas. Assim, a proporção de material de dragagem despejado no mar não poderia ultrapassar 5%. E a estrutura da ponte foi concebida para não modificar o deslocamento das correntes marítimas em direção ao Mar Báltico. O investimento foi cerca de 17 bilhões de dólares. É calculado um tráfego de cerca de 17 mil veículos por dia, não calculando os trens que também passam.
Estrutura da ponte de Oresund
Dos 16km de extensão – 8 km mergulham no mar em um túnel de 3510m. Ela possui duas grandes vias de comunicação unidas por uma ilha artificial de cerca de 4km de extensão. Essa ilha foi produzida a partir de rochas retiradas do fundo do oceano, de areia dragada e por entulhos da construção. A parte superior da ponte é uma autoestrada de concreto, com 6 pistas, 4 para carros, motocicletas, caminhões e 2 são para casos de emergência. Na parte inferior são 2 vias férreas. O alto custo da construção foi dividido entre os dois países. Uma estação de pedágio está localizada ao sul de Malmö – Suécia.
Conhecendo a ponte de Oresund
Tive o privilégio de a conhecer em dois momentos. Um foi passando pelas pistas da autoestrada de Copenhague a Malmö. Quase não se percebe a saída da terra para o túnel. Tudo é muito rápido e seguro. Outro momento foi passando pela ponte, pelo vão central, com navio em um cruzeiro. O comandante avisou a proximidade da mesma e na parte superior do navio apreciamos a passagem. Era um meio-dia. O vão central abriu-se, e o navio foi passando tranquilamente rumo à Suécia. Olhando para todos os lados percebemos a magnitude dessa construção e o momento ímpar do acontecimento. Parecia impossível um navio daquele porte estar em meio a uma ponte. MALMÖ- é a cidade da Suécia onde inicia a ponte. Ele é a terceira maior do país. Polo industrial, comercial e portuário. Há alguns anos, aconteceu, em |Malmö, a Conferência Internacional do Rotary Club.
Malmö
É a cidade da Suécia onde inicia a ponte. Ela é a terceira maior do país. Polo industrial, comercial e portuário. Há alguns anos, aconteceu, em Malmö, a Conferência Internacional do Rotary Club, que se realiza todos os anos em algum lugar do mundo. Esta cidade foi escolhida pela sua relevância econômica e social. Recebeu, assim rotarianos do mundo todo que buscam sempre a atualização, o ideal de servir e o companheirismo.
Importância das estruturas modernas
Antigamente, o transporte de passageiros e de mercadorias se efetuava essencialmente por via marítima. Várias localidades se estabeleceram no sopé de falésias abruptas, mas dispunham de fácil acesso ao mar. Assim, era por barco que todos os bens de consumo chegavam. Os produtos da pesca e da agricultura eram levados até as cidades desta maneira.
Conclusão
As pontes nos países escandinavos são verdadeiras obras de arte. Realizações audaciosas elas se integram perfeitamente à paisagem, valorizando seus contornos e oferecendo uma visão única sobre esses locais naturais. As pontes, muitas vezes, unem uma ilha à outra, cruzando o mar e desafiando suas frequentes tempestades. Assim, desde o final de século XIX, o trabalho assíduo de engenheiros e arquitetos permitiu multiplicar pontes e túneis, muitos deles abertos sob o mar e geleiras.