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Opinião

O impacto da ansiedade na sexualidade

Departamento de Ciências Humanas: Curso de Psicologia da URI Campus Erechim

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Trabalho de psicologia pesquisam a ansiedade na sexualidade.jpg
Por Anderson Mariga; Mariana Leandro; Mikael A. Da Silva; Vitor Remos Giachini; Supervisor: Prof. Paulo Kautz.
Foto Divulgação

A sexualidade é entendida como um aspecto central da vida humana, que envolve muito mais do que apenas o ato sexual em si e a continuidade da espécie. Abrange uma combinação de necessidades e fatores biológicos, psicológicos, sociais, culturais e históricos, os quais moldam como as pessoas vivenciam e expressam os próprios desejos, a identidade, a forma de se relacionar consigo mesmo, os outros e o mundo.

Já a ansiedade, emoção advinda de uma reação natural e útil à proteção e sobrevivência, é definida não só como uma resposta ao estresse ou situações percebidas como ameaçadoras, mas também como uma ânsia de estar em um lugar ou situação que simboliza segurança, conforto e prazer, descompassadamente o sujeito permanece preso, imóvel a um contexto que desperta insegurança ou tensão.

Não se pode desconsiderar que podem haver questões orgânicas, como distúrbios hormonais e/ou neurológicos, doenças cardiovasculares, diabetes, obesidade, como o uso de medicamentos e, principalmente, tendo efeitos mais prejudiciais que facilitadores, o uso de substâncias, como o álcool, por exemplo. Logo, há a necessidade de exames específicos para um bom diagnóstico, além de uma compreensão multifatorial, já que seu surgimento e agravamento dependem, principalmente, de causas psicológicas, dando destaque a ansiedade, a qual está quase sempre presente nesses quadros.

Nesse sentido, a ânsia atrelada ao desejo de um bom desempenho sexual é permeada pelo medo do fracasso, do descontrole, a preocupação com a aparência corporal, a necessidade excessiva de satisfazer o outro, o receio de não atender às expectativas sociais quanto ao que se espera ao ser homem e ser mulher, seja em um contexto íntimo, seja à visão sociocultural de uma sociedade, além da comparação excessiva com padrões sexuais irreais, frequentemente reforçados pela pornografia e pelas redes sociais, contribui para o aumento das inseguranças e da insatisfação com a própria imagem, impactando negativamente a autoestima e a vivência sexual. Restrições religiosas, problemas conjugais, falta de confiança, primeiras relações traumáticas, medo de rejeição, da intimidade, assim como violência sexual, podem estar relacionadas as diversas causas das disfunções sexuais.

O estresse gerado leva a dificuldades como disfunção erétil e ejaculação precoce, para os homens, falta de lubrificação e vaginismo (contração involuntária dos músculos vaginais), para as mulheres, e ausência de prazer para ambos os sexos, incapacidade de atingir o orgasmo (anorgasmia), dor durante a relação sexual (dispareunia), baixo desejo sexual (hipodesejo), dentre outras. Essas disfunções impactam significativamente a autoestima, a qualidade de vida sexual, tornam-se motivo de sofrimento, afetando tanto o bem-estar emocional quanto os relacionamentos.

Portanto, é fundamental estar atento às dificuldades sexuais e buscar o autoconhecimento para entender as causas subjacentes de tais questões. O diálogo aberto e honesto entre os parceiros é essencial para promover um ambiente de compreensão e apoio. Caso os desafios persistam, é importante não hesitar em procurar ajuda profissional, a fim de garantir uma vida sexual saudável e prazerosa.

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