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Opinião

O problema não é ideológico, mas material

O problema do Brasil não é ideológico, mas material, ou seja, econômico. As ideologias aparecem travestidas de todas as formas, nas suas mais variadas versões, dobras e riscados, cores e bandeiras, elas se reeditam, de forma orgânica, tecnológica, artificial, fagocitando mentes e possíveis mudanças, para criar realidades paralelas, que nunca, jamais, irão convergir para a questão essencial: financeira. O remédio é mais simples do que parece e nunca está posto na mesa: é preciso devolver o dinheiro do Brasil pros brasileiros.

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Ígor Dalla Rosa Müller
Orçamento federal executado em 2024
Por Ígor Dalla Rosa Müller
Foto Jornal Bom Dia

Os juros elevados no Brasil corrompem a integridade física e moral das pessoas, inviabiliza a economia interna, a geração de riqueza, o crescimento e ampliação de milhões de empresas país afora, gera uma absurda concentração de riqueza, e condena o país ao subdesenvolvimento há décadas.

A máquina pública arrecada trilhões de reais em impostos, todos os meses, que são destinados aos juros fabricados, por mecanismos financeiros, irresponsavelmente, por sucessivos governos, inviabilizando os investimentos públicos prioritários em infraestrutura, saúde, educação, segurança, levando um país inteiro ao caos estrutural, consumindo as vidas brasileiras para pagar esta conta.   

A questão financeira, ter ou não recursos é o xis da questão e continua sendo, e está no centro nevrálgico de qualquer administração pública, é mantra repetido, sistematicamente, por prefeitos, governadores e presidentes da República, quando a população reivindica melhorias. Mas no caso do Brasil, são questões elementares, as condições mínimas para as famílias sobreviverem, porque este ainda é o estágio em que o país se encontra.

O desenvolvimento econômico começa e ocorre, primeiro, nos municípios, não todos obviamente, depois irradia para os estados. Na União, não encontra nenhum suporte só resistência. Hoje, os municípios fazem a diferença na economia e transformam recursos públicos em trabalho, renda e desenvolvimento. Diferente da União, exemplo, há 50 anos a região norte do Rio Grande do Sul pede pelo asfaltamento de 70 quilômetros da BR 153 Transbrasiliana e a obra não sai do papel.

A Transbrasiliana é um exemplo local do desperdício deste modelo econômico que impede o avanço do desenvolvimento e ainda cria inúmeros obstáculos e prejuízos para as pessoas, sempre trabalhando no sentido de arruinar o sistema produtivo e a vida dos brasileiros, porque gera só problemas permanentemente.  

Outro exemplo de desperdício, nada comparado a tudo que o brasileiro perde em oportunidades e renda, é o prédio dos Correios, no centro de Erechim, que se deteriora, ano após ano. Patrimônio, dinheiro, riqueza, oportunidades, trabalho, história, jogados no lixo, em que a União nada faz por aquela edificação, a não ser deixa-la ruir ao invés de entrega-la ao município para utilizá-lo em projetos de interesse público.

O problema do Brasil não é ideológico, mas material, ou seja, econômico. As ideologias aparecem travestidas de todas as formas, nas suas mais variadas versões, dobras e riscados, cores e bandeiras, elas se reeditam, de forma orgânica, tecnológica, artificial, fagocitando mentes e possíveis mudanças, para criar realidades paralelas, que nunca, jamais, irão convergir para a questão essencial: financeira. O remédio é mais simples do que parece e nunca está posto na mesa: é preciso devolver o dinheiro do Brasil pros brasileiros.   

 

 

 

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