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Opinião

O Rotary e o meio ambiente (Parte I)

O ineditismo do Distrito 4.700 do Rotary do Brasil

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Roberto Ferron
Por Engº. Florestal Roberto M. Ferron – Consultor Florestal/Ambiental
Foto Roberto M. Ferron

Neste universo de muitas galáxias, entre dezenas de planetas, gravita nesta constelação a nossa Mãe Terra. Por enquanto, dizem os cientistas que só existe vida neste planeta. Neste mundão de Deus, a Terra é a nossa morada, a minha, a tua casa!

Nós, seres humanos, somos um dos milhões de seres vivos que habitam o planeta Terra. Entretanto, por egoísmo, achamos que somos o “ser supremo”, que estamos acima dos milhões de seres do reino animal e vegetal.

Quando falamos em meio ambiente, parece que estamos fora e distantes deste contexto. Para esta afirmativa, há muitos exemplos a citar:

a) Quantas vezes vimos, em nosso condomínio, o lixo orgânico misturado ao lixo seco, mesmo havendo lei que obrigue a separação?

b) Quantas vezes vimos motoristas jogando garrafas PET pela janela do veículo nas rodovias?

c) Quantas vezes vimos agricultores pulverizando lavouras de trigo com pesticidas denominados secantes, para padronizar a morte das plantas a fim de facilitar a colheita?

d) Quantas vezes vimos a drenagem de banhados em áreas urbanas para dar lugar a novos loteamentos?

E assim vamos destruindo o próprio ambiente onde habitamos. Somos um dos milhões de seres vivos que habitam este planeta e somos extremamente dependentes dos demais. Nossa dependência já começa ao nascer, pois precisamos do leite materno, do calor da mãe, dos cuidados do pai. Alimentamo-nos de outros seres vivos – vegetais e animais.

Vale ressaltar que 70% do planeta é composto por água, sendo 3% de água doce e 97% de água salgada. Desta dádiva divina, 12% da água doce do planeta está no Brasil. Lembrando que 70% do nosso corpo é constituído de água. Mas teimamos em continuar poluindo a água do planeta.

Anualmente, as florestas mingam pelas queimadas e pela exploração humana. As florestas desempenham uma função essencial para os demais seres vivos. Dentre tantas funções, são nossa “verdadeira caixa d’água”, pois, pelos seus troncos, escorre a água das chuvas, infiltrando-se solo adentro e se depositando nas raízes pelo sistema de capilaridade. Gradativamente, a água depositada vai se infiltrando no solo, abastecendo o lençol freático e formando os mananciais de água, as nascentes, os riachos e rios.

As florestas são o maior ecossistema terrestre e abrigam a maior biodiversidade do planeta. Mas teimamos em continuar destruindo as florestas!

Há mais de 20 anos, cientistas e climatologistas vêm alertando as autoridades mundiais de que, ao contaminarmos o planeta Terra – a nossa casa –, especialmente com as emissões de gases de efeito estufa, haveria sérias consequências em nível global, como secas, queimadas, enchentes, furacões, tornados e tsunamis. Entretanto, o Brasil era um país livre de eventos climáticos severos. Mas, em maio do ano passado, o RS sofreu uma grande catástrofe – a enchente – que trouxe o caos às populações que habitam áreas próximas de rios e muitos prejuízos às comunidades e cidades.

Num gesto sábio, o Conselho de Curadores da Fundação Rotária e o Conselho Diretor do Rotary Internacional acrescentaram mais uma nobre missão aos rotarianos do planeta. Abriu-se um leque de oportunidades para que possamos fazer mais e melhor em defesa da vida, do meio em que vivemos, daqueles seres animais e vegetais inaudíveis, proporcionando aos associados do Rotary mais possibilidades de criar mudanças positivas e aumentar nosso impacto no mundo.

A preocupação com o ambiente em que vivemos sempre fez parte dos rotarianos, mas somente em 26 de junho de 2020 o presidente do Rotary Internacional, Mark Maloney, anunciou a oficialização da nova “área de enfoque – o meio ambiente”, um marco extraordinário na maior organização humanitária do planeta.

A governadora Ana Cristina Baggio – gestão 2024-2025 –, que assumiu o Distrito 4.700 no dia 1º de julho de 2024, atendendo a um pedido do rotariano Engº Florestal Roberto Magnos Ferron, do Rotary Club de Erechim, inovou e incluiu em seu plano de ação a criação da Comissão de Meio Ambiente no Distrito, e delegou a função de coordenador ao mesmo.

É mais uma jornada de trabalho voluntário em prol da natureza. Servir ao meio ambiente é transformar vidas!

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