Mais um segundo domingo de maio se aproxima e, com ele, o Dia das Mães. Uma data marcada por almoços em família, carinho, desenhos tortos, flores colhidas no quintal e aquele abraço apertado. É tempo de lembrar, celebrar e agradecer àquelas que geram, cuidam, educam e acolhem. É um momento de reconhecer uma caminhada longa e cheia de amor ou de sentir a ausência dos filhos que, por um motivo ou outro, estão distantes.
Dizem que toda mulher tem instinto materno, que nasceu para ser mãe, mas a verdade é que ninguém está completamente preparada para esse papel. É um aprendizado diário. E nestas poucas linhas, gostaria de homenagear todas as mães, falando especialmente de uma em particular: a mãe dos meus filhos. Mesmo sem manual de instruções, você abraçou essa missão com uma entrega que eu jamais havia presenciado. Eu já conhecia sua força, ou achava que conhecia. A maternidade revelou em você uma potência que, muitas vezes, ainda me escapa por completo.
Sou imensamente grato e feliz por viver o privilégio da paternidade ao seu lado. Ver você como mãe é uma das maiores bênçãos que a vida me concedeu. A forma como cuida, protege e se entrega por inteiro, mesmo quando tudo em você pede por descanso, é simplesmente incrível. O Miguel é um menino de sorte por ter você como mãe. E eu, mais ainda, por testemunhar esse amor tão imenso, profundo e verdadeiro.
Você sonhou com esse momento. Nós sonhamos juntos. E ele chegou, em dose dupla. Miguel e Gael vieram ao mundo ao mesmo tempo. Mas a vida, com sua delicada e dura imprevisibilidade, nos avisou tardiamente que esse sonho teria uma intensidade difícil de imaginar. Enquanto seus braços embalavam um choro de nascimento, seu coração se despedia em silêncio. Um silêncio que nunca deveria ter existido.
Você viveu a maior alegria enquanto enfrentava a dor mais profunda. Seu corpo foi abrigo para duas vidas. Uma permaneceu e hoje enche nossos dias de sorrisos, sons e descobertas. A outra partiu cedo demais, mas deixou em nós marcas eternas de amor.
Nunca te vi tão cansada e, ao mesmo tempo, tão plena. Nunca te senti tão inteira, mesmo depois de ter sido partida em tantos pedaços. Você nasceu para muitas coisas, mas sua melhor versão, sem dúvida, é aquela que o Miguel conhece tão bem: a de mãe. Presente, afetuosa, resiliente. A mãe do Miguel e do nosso anjo Gael.
O Miguel não precisa dizer nada. Basta aquele olhar. Um olhar que confia, que se acalma no teu colo. Que te ama como só um filho é capaz de amar. E eu sei que, mesmo sem poder te abraçar, o Gael também está contigo neste Dia das Mães. Ele sentiu teu calor e partiu embalado pelo teu amor. Mesmo por pouco tempo, ele teve a melhor mãe que poderia ter.
Já o primeiro domingo de maio é dedicado às mães enlutadas. Uma data que não se comemora, mas que oferece acolhimento. Um colo simbólico àquelas que dariam tudo para seguir oferecendo o seu. Deixo aqui meu abraço a todas as mães que carregam no peito uma alegria de um lado e uma saudade do outro. Às trabalhadoras da Fraternidade Espírita Francisco de Assis, que transformam dor em apoio mútuo. À Diza Gonzaga, que fez da ausência do filho uma luta pela vida. E a todas as mães, com filhos nos braços ou no coração: vocês são o amor em sua forma mais pura.
Feliz Dia das Mães!