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Opinião

Maré

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Clovis Lumertz
Por Clóvis Lumertz – Empresário
Foto Clóvis Lumertz

Quando a maré está baixa em um lugar, significa que a água foi puxada para outras regiões do oceano, onde está acontecendo a maré alta. Ou seja, a água não vai embora, ela só se desloca, acompanhando um movimento natural.

Da mesma forma, quando a maré de vendas está baixa em uma empresa, isso não significa que os clientes desapareceram. Significa apenas que os esforços comerciais e estratégicos estão desalinhados ou focados em outras regiões ou canais. Ou seja, o potencial de vendas não vai embora, ele apenas se desloca, acompanhando um movimento natural do mercado.

Esse vai e vem acontece por causa da força de atração gerada por dois elementos essenciais: a estratégia certa e a execução comercial adequada.
Assim como a Lua exerce sua força gravitacional sobre as águas, a estratégia comercial bem definida atrai as oportunidades na direção da empresa. E como os consumidores e mercados são fluidos, essa atração é visível no comportamento de compra e nos resultados obtidos.

Quando a estratégia e a execução estão alinhadas (como a Terra e a Lua), a força de atração se potencializa e traz consigo um pico de vendas: é a maré alta.
Cerca de seis horas depois (em termos figurativos), sem ajustes ou com a rotação natural do mercado, essa maré pode baixar, revelando a importância de um ciclo contínuo de planejamento, ação e correção. Depois de mais seis horas e doze minutos, com novas iniciativas e a manutenção da consistência, a maré volta a subir.

Como o mundo dos negócios está sempre girando, a rotação dos mercados e das demandas exige que um mesmo ponto (uma equipe, uma região, um produto do mix) passe por ciclos de maré alta e maré baixa, em média a cada “12 horas”, simbolicamente falando.

A força do ambiente externo, como a concorrência, o cenário econômico e até tendências globais, representada aqui pelo Sol, também influencia as marés de vendas, mas com menor intensidade do que a força interna da estratégia e da execução.

Em momentos de sinergia total, como em lançamentos bem planejados, campanhas impactantes ou alta temporada, essa força externa se soma à força da estratégia interna, gerando marés extraordinariamente altas. Já em fases de desalinhamento, onde parte da força é anulada por erros de foco, comunicação ou execução, as marés podem ser apenas medianas, ou frustrantemente baixas.

Por isso, compreender e respeitar o ritmo natural das vendas, com ciclos, ajustes e aprendizados constantes, é essencial. E, acima de tudo, manter a Lua da estratégia e execução bem posicionada, alinhada e influente, para que o vai e vem das marés esteja sempre a favor do crescimento.

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