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Opinião

O Rotary e o meio ambiente (Parte II)

O ineditismo do Distrito 4.700 do Rotary do Brasil

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Roberto Ferron
Por Engº. Florestal Roberto M. Ferron – Consultor Florestal/Ambiental
Foto Roberto M. Ferron

Criada a COMISSÃO DE MEIO AMBIENTE em julho de 2024, ficou estabelecido como meta estimular os 61 clubes de Rotary do Distrito 4.700, que abrangem 161 municípios, a ter ações voltadas ao meio ambiente (como muitos já têm realizado).

Ao assumir a Coordenação, Ferron apresentou dois projetos a serem implementados pelos sessenta e um (61) clubes do Distrito: 1º) Campanha de recolhimento de óleo de cozinha para reuso na produção de biodiesel; e 2º) Implantação de Arboreto de Árvores Medicinais em praças e logradouros públicos.

Projeto 1: Coleta de azeite ou óleo de cozinha utilizado

O azeite ou óleo de cozinha é um produto usado por todos, mas seu destino acaba sendo o ralo da pia ou é jogado no ambiente. Importante frisar que, para cada litro de óleo jogado na pia da cozinha ou no ambiente, contaminam-se 1.000 litros de água. E que apenas 7% do total é reciclado ou reutilizado.

Pelo menos, o mais usual é a produção de sabão caseiro. Mas, é ótimo para produzir biodiesel. Neste sentido, o Distrito 4700 firmou parceria com a empresa Be8 S.A. – grande produtora de biodiesel com sede em Passo Fundo, e a empresa Prevoleo, que recolhe o óleo junto aos clubes. Sendo que os clubes são remunerados pelos serviços de coleta e, ao mesmo tempo, contribuirão para evitar a poluição do ambiente onde vivem. Quanto ao valor auferido com a arrecadação do óleo recolhido, cada clube terá liberdade de aplicá-lo da maneira que lhe convier.

Os clubes poderão firmar parcerias com as prefeituras municipais, escolas e entidades assistenciais para distribuir embalagens de coleta do óleo de cozinha em restaurantes, churrascarias, lanchonetes, bares, entre outros.

Projeto 2: Criação de Arboretos Medicinais – museu de árvores vivas

As árvores são as fiadoras da vida! As florestas naturais do planeta estão sendo reduzidas drasticamente para dar lugar a pastagens, lavouras, ou por obras de mineração, construção de cidades, entre outras.

Podemos comparar as florestas à população de uma cidade. Nela, temos as árvores de diferentes espécies, formatos, tamanhos, tons de folhagem, etc. Muitas espécies de madeira valiosa foram dizimadas e estão em vias de extinção, como: grápia, cabriúva, canela-sassafrás, imbuia, pinheiro brasileiro, pau-brasil, cerejeira, castanheira, entre tantas outras, inclusive em outros países.

Assim como as ervas, as árvores também têm atributos medicinais, sejam nas raízes, casca, madeira, folhas, frutos e sementes. Por exemplo, o ácido salicílico é extraído da casca da árvore denominada salso ou chorão, cujos laboratórios farmacêuticos produzem o AS. Da casca do pinheiro brasileiro, se extrai uma resina para fazer xarope contra a tosse; entre outros.

Há um ditado que diz: “só amamos o que conhecemos”. Atualmente, poucas pessoas conhecem e identificam as árvores pelo seu nome comum e científico. A cultura e o conhecimento dos antigos estão se perdendo!

Anualmente, nas datas comemorativas aos dias do meio ambiente e da árvore, fazem-se plantios nas praças, avenidas, parques e margens de rodovias. Contudo, boa parte acaba morrendo porque não foram plantadas de acordo com o seu ambiente natural, não se prepara as covas, não se combatem as formigas cortadeiras, não há proteção adequada contra as intempéries e contra a depredação.

A Comissão de Meio Ambiente do Distrito 4.700 propôs a “criação de Arboretos Medicinais”, que são museus de árvores. Trata-se de um plantio organizado de mudas florestais nativas, frutíferas, ornamentais e até medicinais, dentro da técnica definida pela Engenharia Florestal, e preferencialmente das espécies ameaçadas de extinção.

Os clubes do Distrito poderão firmar parcerias com as Prefeituras Municipais, demais instituições e entidades de meio ambiente, implantando os arboretos em locais previamente determinados, como praças, parques, ruas e avenidas, trevos de acesso e beira de rodovias. As árvores plantadas serão identificadas com placas contendo o seu nome comum, científico, família e uso.

Com estas ações, tenho certeza de que o Distrito 4700 se tornará referência nacional ao criar a Comissão Distrital do Meio Ambiente.

“O ROTARY faz bem ao meio ambiente”.

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