Revisitando Aristófanes na comédia “Pluto, um deus chamado dinheiro”, o personagem Cremilo e seu escravo Carion se dirigem ao oráculo de Apolo (Deus) e lhe apresentam um questionamento (por assim dizer).
A constatação de ver “pessoas desonestas enriquecerem e justos de mãos vazias”.
Diante dessa realidade, Cremilo pergunta a Apolo (Deus) qual a maneira correta de educar seu filho, ou seja, se o filho deve se tornar um homem íntegro e pobre, ou cafajeste e rico.
Apolo responde de forma enigmática: “Você deve seguir a primeira pessoa que encontrar na saída do templo”.
Cremilo obedece prontamente, e a pessoa que encontra é um ancião, com quem logo começa a conversar.
Com a troca de palavras, descobre que Pluto é o deus da riqueza, que perdera a visão devido a um castigo de Zeus (senhor supremo).
Castigo esse referente à pretensão de Pluto de querer distribuir todo o dinheiro do mundo entre as pessoas justas, excluindo os exploradores e corruptos.
E, dessa maneira, a comédia vai se caracterizando por longos debates, estabelecendo um jogo semântico entre o valor do dinheiro e o valor moral.
Assim, Aristófanes brinca com os múltiplos significados da linguagem.
Bem desse jeito, as ideias e palavras se movimentam em perfeita harmonia.
Nesse “balanço”, surgem o “preço e o valor dos objetos e da força do trabalho”, e o “valor moral”.
Então a comédia se retrata: “Há ricos e pobres” e “há um deus chamado dinheiro”.
A peça teatral tece questões como combinar isso com o “espírito de justiça e liberdade”?
Reflexão é a palavra de ordem.
Justiça, paz e bem-aventuranças!