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Opinião

O gigante Brasil

O agro lidera o ranking de exportações do país

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Roberto Ferron
Por Engº. Florestal Roberto M. Ferron – Consultor Florestal/Ambiental
Foto Roberto M. Ferron

O Brasil, de algumas décadas para cá, graças ao trabalho de pesquisas e transferência de tecnologias da EMBRAPA, se tornou uma potência mundial na produção de alimentos e madeira. A cada dia, galgamos mais escala e subimos no ranking mundial de produção e comercialização de produtos primários e industrializados vindos do campo, das lavouras e das florestas.

Na exportação de alimentos, como frutas, verduras, cereais, carnes, queijos, ovos e azeite, estamos competindo com outros países:

1º) BRASIL: 179.974.358 toneladas; 2º) EUA: 150.393.685 toneladas; 3º) Canadá: 63.479.200 toneladas; 4º) Ucrânia: 60.385.558 toneladas; 5º) Austrália: 56.799.805 toneladas.

Esses dados de 2023 mostram, no ranking mundial, que o Brasil produz 16,5% mais que o segundo colocado, os EUA e, praticamente, produz a soma dos outros três grandes produtores mundiais.

Neste contexto do agro brasileiro, temos as cooperativas, que desempenham um importante papel na organização dos produtores rurais, na industrialização e na comercialização dos produtos agrícolas. Nosso sistema cooperativo é sólido e um dos melhores do planeta. No ranking das 10 maiores cooperativas do Brasil em termos de faturamento líquido no exercício de 2023, temos:

1ª) COAMO: R$ 28,2 bilhões; 2ª) C.VALE: R$ 24,4 bilhões; 3ª) LAR: R$ 23,3 bilhões; 4ª) AURORA COOP: R$ 21,7 bilhões; 5ª) COMIGO: R$ 13,1 bilhões; 6ª) COCAMAR: R$ 12,2 bilhões; 7ª) COPACOL: R$ 9,6 bilhões; 8ª) ALFA: R$ 8,7 bilhões; 9ª) INTEGRADA: R$ 8,4 bilhões; 10ª) COOPERCITRUS: R$ 7,7 bilhões.

Nesta classificação das dez maiores, temos seis (6) cooperativas do estado do Paraná, duas (2) de Santa Catarina, uma (1) de Goiás e uma (1) de São Paulo. E pasmem, no berço do cooperativismo, nenhuma do Rio Grande do Sul. Há de se perguntar: por que o estado que foi o maior – e ainda é um dos maiores – produtores agrícolas do país não tem cooperativas entre as maiores do Brasil? Deixo a resposta aos leitores, para suas análises.

Na área dos biocombustíveis, o Brasil também se destaca mundialmente: hoje é o segundo maior produtor mundial de etanol combustível e o segundo maior exportador. Os EUA lideram a produção industrial, com 84,4% da produção mundial (dados de 2021). No ano passado, foram produzidos 43 bilhões de litros de biodiesel e etanol. Este mercado cresce substancialmente no país.
Hoje, temos 68 indústrias produtoras de biodiesel, sendo:

1º) Mato Grosso: 20 indústrias; 2º) Rio Grande do Sul: 9; Goiás: 9; 3º) São Paulo: 5; 5º) Paraná: 5; 6º) Bahia: 3; 7º) Mato Grosso do Sul: 3; 8º) Pará: 3; 9º) Rio de Janeiro: 2; 10º) Santa Catarina: 2; 11º) Rondônia: 2; 12º) Minas Gerais: 1; 13º) Piauí: 1; 14º) Ceará: 1; 15º) Tocantins: 1; 16º) Amazonas: 1.

A projeção é que haverá mais 5 novas indústrias de biodiesel no país.
Segundo dados da ANP, o setor de etanol possui 356 usinas, sendo 149 no estado de São Paulo. Destas, 335 têm a cana como matéria-prima, e apenas 21 indústrias são de milho. Há, ainda, 17 novas plantas projetadas para construção, sendo que a primeira de trigo está em construção na cidade de Passo Fundo/RS.

No setor florestal, já somos o maior exportador de celulose do planeta e o segundo maior produtor, perdendo apenas para os EUA. Mas temos duas (2) novas indústrias em construção e mais três (3) com projetos em fase final para instalação.

Como já foi dito, se os Governos Federal e Estaduais derem as condições necessárias, tanto para a produção quanto para a industrialização de nossos produtos agrícolas, “não haverá para ninguém”. Este é o nosso maior desafio como povo: eleger pessoas confiáveis e capacitadas para gerir os destinos dos municípios, estados e do país.

“Comecem a separar o joio do trigo!”

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