A NORUEGA encanta pelo seu clima frio no interior e mais ameno no seu litoral. Suas fantásticas paisagens, sua cultura e sua história deixam sempre o gostinho de voltar novamente. É a terra do sol da meia-noite, de alces, cervos e fiordes fantásticos. Estive por diversas vezes neste país escandinavo, sendo duas vezes, em cruzeiro, rumo ao Polo Norte. Cheia de mitologia e abençoada pela natureza, a Noruega é a terra dos “vikings” e uma joia no norte da Europa.
Um país de descobertas
A Noruega é um país que não é recorde de turistas, por não imaginarem o que nele pode ser visto. Localizado na península da Escandinávia mostra a majestade de seus fiordes, seus vinte mil quilômetros de costa, reentrâncias profundas mar adentro, a neve descongelando-se em forma de cachoeira, no alto das montanhas de picos brancos, escorrendo nas fendas das pedras rochosas e íngremes, sendo refletidas abaixo, no espelho das águas gélidas e profundas.
O saneamento ambiental atende a todas as residências. Adultos e crianças acima de oito anos são alfabetizados. A economia se baseia na extração do petróleo, da pesca e da madeira. Esta é encontrada, em grandes pilhas, nos portos, esperando por transporte além mar. A pesca, principalmente do bacalhau, move a economia, pois é conhecido e disputado em todos os lugares do mundo. A história do país está ligada aos vikings, que tiveram grande importância na cultura norueguesa e na mitologia nórdica. Esses guerreiros são lembrados e fazem parte da história nacional. No século XIX, algumas ilustrações os mostram usando capacetes e chifres, mas são falsas imagens dos mesmos.
Seu petróleo
As primeiras jazidas de petróleo nas águas territoriais norueguesas foram descobertas no fim da década de 1960. Sua exploração começou no início dos anos 1970 – nessa época aconteceu uma crise mundial com o grande aumento do preço do barril, devido à conflitos internacionais. Então, a Noruega aumentou consideravelmente a produção. São 50 campos de exploração no Mar do Norte e no Mar da Noruega. Ao governo pertence a grande maioria das companhias petrolíferas. Seus lucros e contribuições fiscais são reaplicadas nos orçamentos das escolas, universidades, hospitais e outros serviços públicos. Assim, o sistema de previdência social e o seu nível de vida é muito bem mantido. Os cidadãos conseguem investir, parte de seus ganhos, em uma poupança, muito bem avaliada. Gigantescas estruturas em aço e concreto extraem gás natural do fundo das suas águas e bombeiam, por meio de oleodutos e gasodutos o petróleo e o gás para a Inglaterra e a Bélgica.
Cidade de Stavanger
Antigamente era um porto pesqueiro, hoje é o centro da indústria petrolífera da Noruega. Situada na costa sudoeste do país, ilustra perfeitamente os efeitos da economia petrolífera na sociedade. Quando começaram as primeiras extrações de petróleo no Mar do Norte, Stavanger se tornou o centro de todas as atividades terciárias ligadas à exploração do petróleo e do gás natural. Com sua baía livre do gelo durante o ano todo, esse porto norueguês é o mais próximo da Grã-Bretanha. Sua localização privilegiada fez dele um grande centro de pesca, mas, quando essa atividade começou a declinar, ele foi salvo pelo petróleo.
Pontes sobre o mar
Na paisagem nórdica, caracterizada por inúmeras ilhas, rios e canais, as pontes são o elemento necessário. Elas garantem a continuidade da malha rodoviária extremamente desenvolvida, que permite atravessar de um lado a outro toda a Escandinávia.
Pontes - verdadeiras obras de arte
Os noruegueses são verdadeiros mestres na construção de pontes entre o mar e a montanha. Uma ponte clássica se ergue sobre o magnífico fiorde de Svinesund. contornando de norte a sul a fronteira entre a Noruega e a Suécia. Seu vão de 155 metros eleva-se 60 metros acima da água, permitindo a passagem de grandes navios.
A Noruega e a pesca
As águas da Noruega estão estre as mais ricas em peixe do mundo. Do começo, em redes de arrastão, ao hoje, com navios-usinas, exporta o bacalhau, o badejo, o hadoque e o arenque para o mundo todo. As fazendas marinhas se multiplicam. A pesca sempre foi o meio de subsistência para as comunidades das costas da Noruega. Além da pesca direta, são estimulados setores, desde os canteiros navais até as empresas que produzem material de ponta para a atividade pesqueira. Foi o primeiro país exportador de peixe da Europa. Antigamente, a pesca era em quantidades livres. Hoje, acordos internacionais são impostos como medida para evitar a super exploração das reservas marinhas.
O bacalhau
Presenciei, nas Ilhas Lofoten, ao largo da costa norte da Noruega, um magnífico espetáculo. Incontáveis secadores com milhares de postas de bacalhau, salgadas, se alinhando a perder de vista, ao ar livre. Elas fazem parte da paisagem econômica. Os habitantes dessas ilhas, situadas ao norte do Círculo Polar Ártico, onde a agricultura é quase impossível, sempre souberam tirar o melhor proveito dos recursos do mar. Do bacalhau, eles desprezam apenas as vísceras. A cabeça, fervida, é consumida pelos habitantes ou exportada para países africanos. A língua carnuda é bem apreciada e suas ovas, depois de limpas, são enviadas para as grandes usinas norueguesas de condicionamento. O famoso óleo de bacalhau, muito rico em vitaminas, é extraído em refinarias.
Conclusão
A secagem natural do bacalhau se limita à metade da produção. O restante é limpo e salgado em grandes entrepostos. Suas postas são colocadas para secar em armações de madeira durante uns quinze dias. Depois, são exportadas, principalmente, para a Espanha e Portugal. Qualquer restaurante da Noruega serve o bacalhau, além do salgado bem preparado, o fresco em grossas postas muito gostosas, com farto tempero.