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Saúde

Leiomiossarcoma: o câncer raro que exige atenção aos sinais

Sintomas discretos dificultam o diagnóstico precoce, mas conhecer a doença pode salvar vidas

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Consulte um clínico geral ou um oncologista sempre que surgirem os sintomas
Por Assessoria de Comunicação
Foto Divulgação

O leiomiossarcoma é um tipo raro de câncer que se desenvolve a partir das células musculares lisas, encontradas em diversas partes do corpo. Sua natureza agressiva e o fato de os sintomas muitas vezes passarem despercebidos tornam o diagnóstico precoce um desafio — mas também uma necessidade para melhorar as chances de sucesso no tratamento. A seguir, entenda mais sobre essa doença, seus sintomas, causas, diagnóstico e possibilidades de tratamento.

O que é o leiomiossarcoma?

O leiomiossarcoma (LMS) é um tipo incomum de sarcoma que se origina nas células dos músculos lisos, responsáveis por movimentos involuntários no organismo. Essas células estão presentes em estruturas como o trato gastrointestinal, vasos sanguíneos, útero, pulmões, sistema urinário, pele e couro cabeludo. Por esse motivo, o LMS pode surgir em diferentes partes do corpo, o que contribui para a dificuldade de identificação clínica.

Sintomas variam de acordo com a localização do tumor

Os sinais do leiomiossarcoma são variados e muitas vezes inespecíficos. Eles dependem do local onde o tumor se desenvolve, do seu tamanho e da presença de metástases (disseminação para outros órgãos). Os sintomas podem incluir:

- Cansaço extremo e febre persistente;

- Perda de peso sem causa aparente;

- Náuseas, vômito com sangue e mal-estar;

- Dor abdominal, no peito ou em outras áreas afetadas;

- Caroço sob a pele ou ferida que não cicatriza;

- Sangramento gastrointestinal ou nas fezes;

- Tosse com sangue e dificuldade para respirar.

Muitos desses sintomas só aparecem em estágios mais avançados da doença, o que reforça a importância de buscar avaliação médica ao menor sinal de alteração persistente.

Leiomiossarcoma uterino: um dos tipos mais frequentes

O útero é uma das regiões mais afetadas pelo leiomiossarcoma, especialmente em mulheres na pós-menopausa. Nesse caso, a doença costuma se manifestar por meio de uma massa palpável na região uterina, que pode crescer ao longo do tempo. Outros sinais incluem sangramento fora do período menstrual, alterações no fluxo, aumento do volume abdominal e até incontinência urinária.

Diagnóstico exige exames de imagem e biópsia

Devido aos sintomas genéricos, o diagnóstico de leiomiossarcoma não é simples. O oncologista ou clínico geral pode solicitar exames de imagem, como ultrassonografia, tomografia computadorizada, ressonância magnética, PET-CT ou angiografia. Caso alguma anormalidade seja detectada, uma biópsia é necessária para confirmar a natureza maligna do tumor.

O que pode causar o leiomiossarcoma?

As causas exatas do leiomiossarcoma ainda são desconhecidas, mas a doença está associada a alterações genéticas que afetam o DNA das células musculares lisas, levando à sua multiplicação desordenada. Fatores de risco incluem um histórico prévio de radioterapia, síndromes genéticas hereditárias (como retinoblastoma e Li-Fraumeni), uso prolongado de tamoxifeno, lesões ou traumas na pele (como queimaduras graves), exposição a pesticidas e herbicidas.

Tratamento: cirurgia, quimioterapia e radioterapia

O tratamento do leiomiossarcoma deve ser conduzido por uma equipe especializada em oncologia. A cirurgia costuma ser a primeira opção, visando à retirada completa do tumor. Em alguns casos, pode ser necessária a remoção total do órgão afetado.

Quimioterapia e radioterapia podem ser usadas antes da cirurgia para reduzir o tamanho do tumor, ou depois, para eliminar possíveis células cancerígenas remanescentes. Em situações em que o câncer já se espalhou, essas terapias também são empregadas para combater as metástases.

Embora raro, o leiomiossarcoma é uma condição grave que pode evoluir rapidamente e comprometer vários órgãos. Por isso, atenção aos sintomas e busca por avaliação médica especializada são fundamentais para o diagnóstico precoce e para o sucesso do tratamento.

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