O Rio Grande do Sul será contemplado com R$ 16,2 milhões do governo federal para ações voltadas à saúde da mulher. O anúncio foi feito na última semana, pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha. O investimento integra a Oferta de Cuidados Integrados (OCI) em ginecologia e vai beneficiar 5,1 milhões de mulheres em idade fértil no estado.
A iniciativa busca agilizar o acesso a consultas, exames e procedimentos no SUS. Entre os serviços ofertados estão consulta especializada, biópsia do endométrio, exames complementares e teleconsulta de retorno. Casos como endometriose e sangramento uterino anormal terão diagnóstico e tratamento mais rápidos. Também serão realizados exames como ultrassonografia transvaginal, histeroscopia com biópsia e ressonância magnética de bacia, pelve e abdômen inferior.
Outra frente anunciada pelo Ministério da Saúde é o Plano de Expansão da Radioterapia no SUS (Persus II), com aporte de R$ 400 milhões. O objetivo é substituir os aceleradores lineares obsoletos e estruturar os estabelecimentos de saúde habilitados para prestarem serviços ao SUS e que contam com casamatas vazias. Casamatas são estruturas de concreto reforçado, frequentemente com chumbo, projetada para abrigar o acelerador linear e outros equipamentos utilizados no tratamento de radioterapia.
A seleção dos hospitais será feita por edital, com inscrições previstas para 14 de julho.
A meta do governo é colocar em funcionamento 121 novos aceleradores lineares até 2026, ampliando o atendimento para mais de 72 mil pacientes por ano. O plano integra a estratégia de consolidar a maior rede pública de prevenção, diagnóstico e controle do câncer no país.
O programa também prevê a criação do Super Centro Brasil para Diagnóstico de Câncer, com apoio de instituições como o Inca e o Hospital AC Camargo, para ofertar teleconsultorias, telelaudos e telepatologia.