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Opinião

Não separeis o que Deus uniu (Parte final)

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União Espírita
Por União Municipal Espírita Erechim - RS
Foto União Municipal Espírita Erechim - RS

Atitudes de quem se divorcia

Seguindo com André Luiz, ele ensina que o matrimônio pode ter como objetivo vários fins.

Natural, portanto, que eventualmente homem e mulher, por exemplo, possam experimentar vários casamentos sem encontrar sua alma afim.

E isso se dá, continua André Luiz, porque é preciso resgatar alguma dívida contraída com a energia sexual aplicada de forma infeliz ante os princípios de causa e efeito. (XAVIER, Francisco Cândido; VIEIRA, Waldo. Evolução em Dois Mundos, pg. 189)

Mas...

Não havendo outra opção, senão a separação, que atitudes devem ser adotadas nessa nova vida, visando o equilíbrio e evitando o agravamento de nossa condição como espírito?

Não interrompa o ciclo de responsabilidades para com suas atividades profissionais, familiares, sociais;

Não odeie;

Não guarde mágoa do outro;

Não viva a vida com amargura;

Não desconstitua a imagem que o filho ou a filha tem do pai ou da mãe, para que, no futuro, não venha a sofrer consequências ainda mais dolorosas;

Não se culpe.

Havendo a separação, não se culpe, pois estamos em um mundo de Provas e Expiações. Um planeta ainda muito atrasado.

Ao escolhermos outra parceira ou parceiro, este ser também estará no mesmo mundo que nós. Natural, portanto, que assim, como nós, seja imperfeito.

Finalização

E, quanto ao sofrimento, mencionamos uma passagem de O Evangelho Segundo o Espiritismo, Capítulo V, sob o título O Mal e o Remédio, em que o Espírito Santo Agostinho questionava:

“Será a Terra um lugar de alegrias, um paraíso de delícias? A voz do profeta não ressoa ainda aos vossos ouvidos? Não proclamou Ele que haveria choro e ranger de dentes para os que nascessem nesse vale de dores?”.

Cabe a cada um, a reconciliação com as leis do Universo, que são as Leis de Deus, para que, em nosso caminho evolutivo, alcancemos o equilíbrio e a paz de consciência, sendo exemplo de atitudes no bem e na caridade na relação, com vistas ao resgate de nossas faltas e na busca de nossa iluminação.

Por extensão, como nos ensina Emmanuel em sua obra Caminho, Verdade e Vida, por Chico Xavier, Cap. 164: “A palavra divina não se refere apenas aos casos do coração”.

Essa recomendação pode ser igualmente estendida a “não perturbeis o que Deus harmonizou”.

Diz-nos Emmanuel, que a lei do amor é a que deve se sobrepor, pois Deus “...criou os seres e reuniu-os” para o devido ajustamento e recomposição dos equívocos de outrora.

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