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Opinião

Memórias de viagem

Países Escandinavos – Noruega – Cidades Norueguesas – Polo Norte – (9)

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Marlei Klein
Por Marlei Carmen Reginatto Klein
Foto Marlei Carmen Reginatto Klein

A Noruega é um país pródigo em espetaculares belezas naturais. O extraordinário arquipélago de Lofoten está localizado no norte do país, acima do Círculo Polar Ártico. É formado por sete ilhas todas ligadas entre si e com bucólicos vilarejos de casas de madeira. Em algumas ilhas as casas dos pescadores estão sobre estacas e exibem varais onde estão secando, ao sol, postas de bacalhau. Quando chove ou o tempo não está bom, os varais são cobertos. Além de seus lindos fiordes, a Noruega possui cascatas belíssimas, lagos, montanhas e estradas repletas de túneis escavados nas rochas.

Oslo, a capital, está no campo

Escondida no fundo de um magnífico fiorde, ao pé de colinas verdejantes, isto quando não é inverno, é uma cidade arejada. Cerca de 75% de sua superfície são ocupados por florestas, pomares e lagos. Isso é surpreendente para uma cidade moderna. Não são muitos os seus habitantes. Possui uma rica história provinda, em parte, pela sua arquitetura. No ano 1048, os vikings construíram um porto no seu local. No fim do século XIII, ela se tornou a capital da Noruega.

Claridade e escuridão

Em meados de dezembro, no meio da tarde, em Oslo, mal a clara luz do dia aparece, as lâmpadas da rua já se acendem para a noite. A escuridão é iluminada pelas mil luzes de Natal. No campo, a noite é opaca, mas a lua e o cintilar das estrelas na neve iluminam a paisagem. Além do Círculo Polar Ártico, o sol nunca se levanta sobre o horizonte em janeiro e fevereiro. Durante oito semanas acontece apenas uma espécie de crepúsculo azulado, acentuado pelo reflexo noturno da neve.                       

Auroras boreais

No norte da Noruega e também em Oslo, as auroras boreais verdes, amarelas, violetas ou vermelhas brilham no céu invernal. Nenhuma delas se parece com a outra. Elas desenham espirais, arcos luminosos, uma tapeçaria de dobras vermelhas, da qual jorram jatos amarelos que acendem e apagam. Nessas regiões o fenômeno pode acontecer mais ou menos a cada vinte dias. Bem ao norte podem ser vistos todos os dias. Há viagens programadas, por agências, especificamente para observar o fenômeno.

Cidade de Oslo - o que ver

A Prefeitura (Rädus) - é um imponente edifício de tijolos vermelhos inaugurado em 1950 para celebrar os novecentos anos da fundação de Oslo. Ele abriga o maior afresco do mundo, no qual toda a história do país é contada em baixos-relevos decorados por famosos artistas nacionais. É lá que ocorre, em dezembro, no belíssimo salão azul e dourado, a entrega do prêmio Nobel da Paz.

Avenida Karl Johans Gate - é a principal via da cidade. Vai de norte a oeste, da estação ferroviária até o Palácio Real, passando pelo Parlamento e contornando a mais antiga Universidade da Noruega. Nesta, existe uma série de murais feitos por Edvard Munch, o famoso pintor norueguês.

A Galeria Nacional - Obras de Munch que são centenas de estampas, 1 100 telas e o famoso quadro “O Grito” que estão expostos em duas salas.

As Grandes Construções - são a Avenida acima mencionada e o Palácio Real que fazem parte das grandes construções realizadas pelo Rei Karl. Mas, o soberano não viveu para ver seu palácio terminado.

Bairro de Compras Aker Brygge - Suas muitas lojas são o deleite para quem gosta de olhar vitrines. Fazem parte também os cais invadidos por restaurantes caros e charmosos. Estes oferecem belíssima vista do fiorde, onde ao longe, se pode ver a casa de veraneio da família real. 

Península Bygdoy – Para lá se chega através de “ferry-boat” e são quatro museus muito interessantes: 1. O Vikingskipsmuseet: com os mais bem preservados barcos vikings; 2. O Fframmuseet: construído ao redor do barco usado pelos grandes exploradores Nansen e Amundsen; 3. O Kon-Tiki Museet: que abriga uma balsa na qual Thor cruzou o Pacífico do Peru para a Polinésia, em 1947; 4. O NORSK FOLKEMUSEUM: com 140 edifícios que evocam a arquitetura rural – uma verdadeira vila.

Gustav Vililand (1869-1943)

Foi um dos escultores de maior prestígio da Noruega. Aprendeu a entalhar madeira, mas desenvolveu seu estilo próprio, bem realista. Sua obra mais importante foi a Praça do Chafariz, um jardim de esculturas no Parque Frogner, o Parque Vigiland - em Oslo.

O parque das esculturas

Para todos que chegam a Oslo, a primeira visita desejada é uma caminhada pelo Parque Vigiland. São 212 esculturas do artista Gustav Vigiland. É necessário dedicar algumas horas para a visita e o acompanhamento de um guia, para entender e ver todas as obras. Estas são em bronze, granito e ferro forjado, construídas entre 1939 e 1940. Vigiland retratou o ciclo da vida do ser humano. Um dos trabalhos mais impressionantes é o belo e inspirado monólito com seus 121 corpos entrelaçados. Inicia com o corpo do nascimento e acaba, no alto, com a morte. A vida humana em todas as suas formas. A cada ano, o parque recebe milhões de visitantes, que se admiram com a beleza das obras.  Não há nada, no mundo todo, que se compare à inspiração de Vigiland. Interessante é a mão dourada do Menino Irritado, que está logo na entrada do parque. Os visitantes passam a mão direita na do menino e esta já está dourada pelas massagens. Os moradores dizem que a criança está brava porque seus pais a obrigavam todos os dias, em jejum, tomar uma colher de óleo de fígado de bacalhau. Aliás, a irritação é de qualquer criança que passa por esse sacrifício. A verdade é que, todos esfregam a mão e ela, como é de bronze, acaba ficando lustrosa.

O Holmenkollen Sky Jump

É uma das mais modernas pistas de esqui do mundo. Chega-se lá, em meia hora, do centro em metrô ou carro. Ali são realizadas competições internacionais e o visitante pode visitar o Museu do Esqui. Este apresenta a história do esporte ao longo dos últimos 4 mil anos. No lugar, há muitas lojas, cafés e um simulador de esqui.

Conclusão

Na capital norueguesa, a natureza nunca está muito longe. Ao redor de Oslo há charmosos vilarejos. Basta tomar o metrô para colher frutinhas sob as árvores e, até avistar alguns alces. Nos dias de sol, os noruegueses gostam de descansar sob as árvores.

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