A política é problema e solução. Como já disse, vez ou outra, falarei aqui deste assunto, porque ela é começo e fim. Todas as decisões que envolvem avanços ou retrocessos na sociedade passam pelo mundo político.
O quarto mandato do prefeito de Erechim, Paulo Polis, não parece ter mais a mesma motivação que a gestão anterior, anda de maneira velada, calma, discreta. Este governo poderia ser ainda mais arrojado que 2021 a 2024, poderia pisar no acelerador e continuar a evolução do município com mais obras essenciais ao desenvolvimento econômico e social. A gestão atual se mostra, no meu ponto de vista, muito mais política, que prática, mais de bastidores, estratégica, reflexiva, matemática. Muito preocupada com a sucessão, será? Mas ainda há muitos dias pela frente.
A gestão 2021-2024, de Erechim, fez muito, em todas as áreas, quatro novas escolas, uniforme escolar, zerou a fila de vagas da Educação Infantil, implantou robótica, sistema FTD de ensino, pagou o piso nacional dos professores, reformou e ampliou quase todas UBSs, instalou a iluminação de LED, fez mais de 15 quilômetros de novas redes de tubulação pluvial, implantou usina solar fotovoltaica e usina de asfalto quente.
A gestão 2021-2024 entregou um Distrito Industrial e colocou em construção outro para micro e pequenas empresas. Agilizou aprovação de projetos para construção civil. Fez a manutenção diária de ruas. Implantou o Pagamento por Serviços Ambientais (PSA). Revitalizou o 25 de julho, inaugurou o mirante. Concluiu o projeto do Parque Longines.
Enfim, a questão é que deixou um legado político-administrativo real, reestruturando e modernizando os serviços públicos. Utilizou a estrutura pública para desenvolver as pessoas, empresas e negócios, enfim, para ampliar o bem-estar dos erechinenses, fomentar o desenvolvimento socioeconômico. Fez o que os governos têm que fazer, mas muitas vezes não fazem.
Mas a cidade continua, as demandas não param. E como diz o próprio prefeito Polis, ela é um organismo vivo, está em constante mudança, precisa de investimentos e melhorias permanentes para dar conta de atender as necessidades da comunidade, que se refazem, multiplicam, ficam mais exigentes e complexas.
Há, ainda, mais projetos complexos para serem colocados em prática. Tudo tem que ser nesta gestão? E por que não? A régua política subiu é natural que se queira mais. Uma destas áreas que precisa atenção é a saúde pública municipal. Outra, habitação social, para atender milhares de famílias de baixa renda.
Mesmo não residindo do outro lado da BR 153, é fundamental passagens subterrâneas em pelo menos três pontos da cidade, no bairro Aeroporto, Progresso, e Atlântico, para ampliar a segurança e qualidade de vida de quem mora do outro lado da faixa, que, agora, está dentro da cidade e se tornou um problema para a vida urbana.
Na sequência, a construção do centro administrativo que será um marco, sem dúvida, dos serviços públicos municipais. Há, também, a coleta de lixo conteinerizada e o saneamento básico. Tirando as passagens subterrâneas todos estes projetos já foram elencados, publicamente, como prioritários para 2025-2028, pelo atual prefeito. Sem esquecer do resgate ao patrimônio histórico que requer mais atenção.