Disse nosso saudoso Gladstone Mársico "não carrego revolver, minha arma é minha pena". Era o período negro da ditadura militar.
Hoje, passados esses tempos, temos a democracia que dá o direito de nos expressarmos e a liberdade de imprensa que o publica. E isto é o que faço e pretendo continuar enquanto nossos administradores e representantes nas altas esferas do Poder, não se empenharem com coragem, determinação e responsabilidade, para resolver os problemas que atrasam e incomodam a vida da população.
Isto posto, hoje é a vez do nosso lindo Castelinho. Para relembrar aos estimados leitores e leitoras – o prédio que hoje chamamos de Castelinho foi construído entre os anos 1912-1915 e inaugurado em 1916 como símbolo da colonização de Erechim. Foi a sede da Comissão de Terras e serviu para abrigar as equipes que vinham organizar a medição dos lotes de terras e distribuição aos imigrantes. Sua edificação tem traços arquitetônicos trazidos por imigrantes italianos, alemães, gregos... custou aproximadamente 28 mil cruzeiros da época. O prédio tornou-se um bem tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico do Estado do Rio Grande Sul (IPHAE) na década de 1980. É considerado o maior exemplar de edificação histórica preservada em madeira no Brasil e única tombada pelo Estado Gaúcho.
O Castelinho pertence ao Estado, mas foi repassado ao nosso município que tem a responsabilidade de preservá-lo.
Em maio de 2016 foi aberto um edital para contratação de empresa com serviço especializado em restauros, mas as empresas inscritas (sete no total) entraram na Justiça desabilitando umas às outras. Desde então o caso aguarda o desfecho na 1ª Vara Cível da Fazenda Pública da Comarca de Erechim e não tem prazo para encerrar.
Como nossa Justiça é lerda e depende de vários penduricalhos, nós o povo, precisamos aguardar ad aeternum.
Consulta: Reportagens deste jornal de março/2017 e nov/2022.